A Meta (M1TA34) informou, por meio de entrevista à Reuters nesta segunda-feira (16), que avalia demitir 20% ou mais de sua força de trabalho, em uma tentativa de equilibrar o orçamento diante dos altos investimentos em inteligência artificial (IA).
Mesmo com a notícia, as ações M1TA34 encerraram a sessão na Bolsa brasileira (B3) com alta de 0,22%, negociadas a R$ 117,18. Já na Nasdaq, um dos principais índices do mercado norte-americano, os papéis avançaram 2,33%, cotados a US$ 627,45.
De acordo com a companhia, caso os cortes alcancem 20% da força de trabalho, essa será a maior redução desde a reestruturação realizada entre o final de 2022 e início de 2023, período que ficou conhecido internamente como “ano da eficiência”, quando cerca de 21 mil empregos foram eliminados.

Investimentos em IA causam pressão
Diante do avanço dos investimentos em inteligência artificial por diversas empresas de tecnologia, a Meta acabou ficando para trás na corrida do setor.
Esse cenário teria levado a companhia a intensificar a busca por recursos para recuperar o atraso, incluindo a construção de centros de dados e a disputa por profissionais especializados.
Segundo a empresa, estava previsto um investimento de até US$ 135 bilhões em 2026, aproximadamente o dobro do desembolsado no ano passado, com o objetivo de garantir a capacidade de computação em nuvem necessária para treinar e executar modelos de IA.
Apesar disso, a companhia deverá gastar até US$ 27 bilhões em serviços da Nebius, conforme contrato assinado nesta segunda-feira.
Novo modelo da Meta
Até o momento, a Meta ainda não lançou um modelo de inteligência artificial capaz de rivalizar diretamente com líderes do setor, como OpenAI, Anthropic e Google.
A empresa afirma estar trabalhando em um novo projeto de IA chamado Avocado, mas o desempenho inicial do modelo também teria ficado aquém das expectativas.
Para o analista da Rosenblatt Securities, Barton Crockett, um corte de 20% na força de trabalho poderia gerar cerca de US$ 6 bilhões em economia de custos, o que representaria um aumento de aproximadamente 5% no lucro ajustado da companhia.
Segundo ele, a redução de pessoal pode não se limitar a esse patamar. “Isso não precisa parar em 20%. Poderá haver mais no futuro se a IA for realmente tão impactante na produtividade da equipe”, afirmou.
A Meta, cuja força de trabalho totalizava cerca de 79 mil funcionários no final de dezembro, afirmou na última sexta-feira que a reportagem da Reuters seria “especulativa sobre abordagens teóricas”.
Em um cenário de rápida transformação tecnológica e forte competição no setor de inteligência artificial, acompanhar os movimentos estratégicos das grandes empresas de tecnologia pode ajudar investidores a entender tendências que impactam o mercado.
Diante desse cenário, análises e carteiras recomendadas, como as da Orion Research, buscam identificar oportunidades entre ações e BDRs internacionais. Saiba mais clicando aqui!













