O fundo imobiliário MCRE11, gerido pela Mauá Capital, divulgou a distribuição de R$ 0,11 por cota em dividendos, referente ao desempenho de abril, mantendo o mesmo patamar dos últimos 15 meses (1 ano e 3 meses).
O pagamento será realizado na segunda-feira, 25 de maio. Terão direito ao recebimento os investidores com posição em 18 de maio, data de corte. A partir desta terça-feira (19), as cotas passam a ser negociadas na condição “ex-direito”.
Além disso, com base na cotação de R$ 9,71 no fechamento de abril, o dividend yield (rendimento de dividendo) mensal do fundo é de aproximadamente 1,13%.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de fundos imobiliários como o MCRE11 são isentos de imposto de renda (IR) para pessoas físicas, o que eleva a atratividade do FII.

Reserva acumulada do MCRE11
Para sustentar o patamar de R$ 0,11 por cota em dividendos, foram utilizados R$ 0,05 por cota provenientes de reservas. Em abril, o MCRE11 gerou resultado de R$ 6,4 milhões, o que representa R$ 0,06 por cota.
O resultado do fundo é influenciado majoritariamente pelo investimento no TRXF11, FII da TRX, proveniente da venda de ativos em dezembro de 2025.
Um veículo intermediário recebe esses dividendos e, em março, acumulava R$ 3,6 milhões, ou R$ 0,03 por cota, que podem ser repassados ao MCRE11 para suprir necessidades de caixa.
No fechamento de abril, o fundo apresentava R$ 0,09 por cota em reservas próprias. Somadas aos R$ 0,03 por cota acumulados no veículo intermediário, as reservas totais alcançavam cerca de R$ 0,12 por cota.
Em paralelo, o MCRE11 registrou volume negociado de aproximadamente R$ 69,9 milhões no mercado secundário durante o mês, o que corresponde a uma média diária de R$ 3,2 milhões.
Situação da carteira
Em abril, a carteira do MCRE11 contava com 95% dos recursos alocados em ativos-alvo, distribuídos entre 11 CRIs, um imóvel, cinco fundos estruturados e 16 fundos listados.
Em relação à composição, os recursos estavam distribuídos entre crédito (45%), imóvel e FIIs estruturados (44%), cotas de FIIs líquidos (6%) e caixa (5%).
Além disso, o carrego médio consolidado da carteira era estimado em IPCA + 9,8% ao ano, além de potencial de ganho de capital. Enquanto no book de crédito e estruturados, 92% estavam indexados ao IPCA e 8% ao CDI, com taxa média de IPCA + 10,0% e CDI + 4,1%.
Em termos de segmento, a maior exposição estava no residencial (32%), seguido por comercial (27%), logístico (23%), shopping (17%) e loteamento (1%).
Já geograficamente, a concentração permanecia em São Paulo (70%), seguida pela região Sul (13%), Centro-Oeste (9%), Sudeste (7%) e Norte/Nordeste (1%).
Por fim, o fundo contava com cerca de R$ 72 milhões, aproximadamente 6% do patrimônio, alocados em FIIs líquidos, estratégia voltada à diversificação e captura de yields atrativos frente aos riscos assumidos.
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