O Magalu (MGLU3) anunciou uma parceria com a Amazon para vender parte de seu catálogo no marketplace da gigante de tecnologia no Brasil. A operação foi recebida de forma positiva pelo JPMorgan, que vê potencial para ampliar o alcance do Magazine Luiza e impulsionar suas vendas online.
Dessa forma, as ações MGLU3 encerraram o pregão desta terça-feira (09) em alta de 2,81%, cotadas a R$ 5,49.
Com o novo acordo, o Magalu passará a disponibilizar produtos comercializados no modelo P1, quando a própria companhia é responsável pela venda, dentro das plataformas da Amazon, incluindo o site e o aplicativo.
A venda inclui produtos como televisores, eletrodomésticos e itens das marcas KaBuM!, Época Cosméticos e Netshoes.
Ademais, a logística continuará a cargo da varejista, por meio do Magalog, braço logístico do Magalu.

JPMorgan vê potencial na operação
Na avaliação do JPMorgan, a parceria representa uma iniciativa positiva, especialmente diante do cenário de crescimento mais moderado das vendas digitais do Magazine Luiza nos últimos trimestres.
O banco destaca que a operação pode ampliar significativamente o alcance da companhia, uma vez que aproximadamente 75% das vendas realizadas via Amazon deverão ser destinadas a consumidores que normalmente não utilizam as plataformas do Magalu.
Além disso, a instituição acredita que a parceria pode fortalecer a operação logística da empresa, já que a Magalog poderá ser utilizada para atender não apenas os produtos próprios do Magazine Luiza vendidos na Amazon, mas também outras demandas da plataforma, criando novas oportunidades de expansão para a divisão.
Ademais, há ainda a possibilidade de um impulso nos resultados de curto prazo, principalmente com a aproximação da Copa do Mundo, período que tradicionalmente aumenta a procura por eletrônicos e televisores.
Acordo entre Magalu e Amazon
A parceria com a Amazon faz parte da estratégia do Magalu de ampliar sua presença em diferentes marketplaces, alcançando novos públicos sem abrir mão da rentabilidade.
Segundo o JPMorgan, a iniciativa guarda semelhanças com o acordo firmado pela companhia com a AliExpress, em junho de 2024. Porém, o impacto daquela parceria foi considerado limitado.
Desta vez, o banco acredita que o potencial é maior devido à relevância da Amazon no e-commerce brasileiro.
Por fim, a movimentação acompanha uma tendência já observada no setor. A Casas Bahia, por exemplo, também mantém uma parceria comercial com a Amazon desde março deste ano.
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