Após os diversos desafios enfratados durante a pandemia, os fundos imobiliários de lajes corporativas começam a colher os frutos positivos. É o que mostra o relatório do BTG Pactual, divulgado nesta segunda-feira (28), assinado pelos analistas Daniel Marinelli e Matheus Oliveira.
O documento destaca que o setor registrou, em São Paulo, a quarta queda trimestral consecutiva na taxa de vacância, que passou de 17,6% no primeiro trimestre de 2025 (1T25) para 16,6%, representando o menor patamar desde 2020.
Demanda por região
Essa queda está relacionada à expansão consistente do mercado de escritórios de alto padrão na capital paulista. Nos últimos três meses, por exemplo, a absorção líquida — diferença entre áreas locadas e áreas devolvidas — alcançou 98,9 mil metros quadrados, superando os 90 mil metros quadrados pelo quarto trimestre seguido.
“Os preços pedidos seguem crescendo, tanto pelos reajustes quanto pela entrada de novos empreendimentos com valores mais altos. A Faria Lima manteve sua liderança como o metro quadrado mais caro da cidade (R$ 278 por metro quadrado, alta de 6,9% na comparação trimestral), com locações fechadas acima de R$ 300 por metro quadrado”, explicam os analistas.
Outras regiões também se destacam, como a Avenida Paulista, com 24,4 mil m² absorvidos, e Pinheiros, com 17,1 mil m², com elevação nos preços de 3,2% e 0,9%, respectivamente.
Demais regiões da cidade também registraram avanço nos valores das lajes comerciais:

Avanço dos FIIs de lajes corporativas
Segundo o BTG Pactual, as quedas na vacância e o aumento dos preços das lajes corporativas em regiões prime — localizações que concentram lajes de maior qualidade, liquidez e com melhor infraestrutura — devem continuar com uma tendência ainda mais alta nos próximos trimestres.
“Acreditamos que os ativos bem localizados devem performar bem, enquanto regiões secundárias continuarão exigindo flexibilidade comercial para atrair demanda”, destacam os especialistas.
Em regiões secundárias, por outro lado, o cenário ainda exige estratégias comerciais mais agressivas para manter a atratividade dos fundos. O relatório destaca que o setor seguirá sob o movimento de flight-to-cost, em que investidores migram para ativos mais baratos e menos arriscados diante de incertezas econômicas.






