O fundo imobiliário KNSC11, sob gestão da Kinea, divulgou o balanço de dezembro com resultado 6,43% superior em relação ao mês anterior, passando de R$ 17,1 milhões para R$ 18,2 milhões.
O desempenho é proveniente da forte participação em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), responsáveis por R$ 19 milhões da receita total, em meio a um cenário de inflação corrente mais baixa e manutenção de juros elevados.
Na sequência, as aplicações em Letras de Crédito Imobiliário (LCI) contribuíram com R$ 500 mil. Enquanto as aplicações em caixa acrescentaram R$ 700 mil, frente às despesas operacionais de R$ 2 milhões no período.
Dividendos de janeiro
Com base nesse desempenho, o KNSC11 anunciou a distribuição de R$ 0,09 por cota em dividendos. O pagamento está previsto para esta quarta-feira (14) aos investidores posicionados em 30 de dezembro, data de corte.
Considerando a cotação de R$ 8,81 no fechamento de dezembro, o dividend yield (rendimento de dividendo) mensal é de 1,02%. Vale lembrar que esse pagamento é isento de Imposto de Renda (IR) para pessoa física, conforme a legislação vigente.
CRIs e o impacto do IPCA
Em relação à composição dos CRIs, a gestora do KNSC11 relata que os papéis indexados à inflação apresentam um efeito defasado em relação às variações do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA).
Com isso, os rendimentos que serão distribuídos aos cotistas em janeiro, refletem os índices de inflação de outubro, de 0,09%, e de novembro, de 0,18%.
Para dezembro, segundo o Boletim Focus, o IPCA deve ficar em 0,34%, já que a mediana das estimativas do mercado para a inflação é de 4,43% ao ano em 2025 e de 4,17% ao ano em 2026.
Os CRIs pós-fixados atrelados ao CDI se beneficiaram do ambiente de juros elevados, em 15% ao ano, e da maior quantidade de dias úteis.
Carteira do KNSC11
Por fim, em dezembro, o KNSC11 apresentava 105,0% do patrimônio investido em ativos-alvo, além de 2,4% em LCI e 3,1% em instrumentos de caixa.
Ademais, os CRIs, os títulos indexados ao IPCA representavam 63% do patrimônio, com remuneração média de IPCA + 10,46% ao ano e prazo médio de 7,2 anos. Enquanto os CRIs atrelados ao CDI correspondiam a 41,9% do patrimônio, com remuneração média de CDI + 3,11% ao ano e prazo médio de 3,7 anos.












