O fundo imobiliário KNSC11, gerido pela Kinea Investimentos, divulgou em relatório gerencial o resultado de fevereiro, com lucro de R$ 16,2 milhões. O valor representa crescimento de cerca de 60,40% em relação a janeiro, quando o fundo registrou resultado de R$ 10,1 milhões.
Segundo o documento, o desempenho foi impulsionado principalmente pela receita proveniente de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que somou R$ 16,7 milhões no período. Já as despesas totalizaram R$ 1,7 milhão.

Redução nos dividendos
Apesar do avanço no resultado, o KNSC11 reduziu a distribuição de dividendos referente ao desempenho de fevereiro. O fundo anunciou pagamento de R$ 0,80 por cota em março, valor que representa queda de 11,11% em relação ao mês anterior, quando foram distribuídos R$ 0,90 por cota.
De acordo com a gestão, os resultados do período incorporam variações inflacionárias de dezembro e janeiro, ambos com IPCA de 0,33%, considerados patamares relativamente baixos. Esse cenário acabou impactando negativamente a geração de rendimentos do fundo.
O pagamento está previsto para esta quinta-feira, 12 de março, destinado aos investidores com posição no fundo até 27 de fevereiro, data de corte. A partir de 28 de fevereiro as cotas passaram a ser negociadas ex-dividendos.
Considerando a cotação de R$ 9,19, o fundo apresenta dividend yield (rendimento de dividendo) mensal de aproximadamente 0,87%. Além disso, o o provento também corresponde a 87% da taxa DI do período, ou 103% do CDI, quando considerado o gross-up com alíquota de 15%.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de fundos imobiliários são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, o que reforça a atratividade do segmento.
Desempenho dos CRIs
Em relação aos CRIs, eles refletem, com defasagem aproximada de dois meses, a variação do IPCA. Além disso, a parcela de ativos pós-fixados atrelados ao CDI foi favorecida pelo nível elevado da taxa Selic, atualmente em 15% ao ano.
Ainda assim, parte desse efeito positivo foi compensado pelo menor número de dias úteis em fevereiro, fator que limitou o potencial de carregamento dos ativos ao longo do mês.
Dentro da carteira de CRI, os papéis indexados ao IPCA representavam 62,1% do patrimônio líquido do fundo, com remuneração média marcada a mercado (MTM) de IPCA + 10,10% ao ano e prazo médio de 7,1 anos.
Já os CRIs atrelados ao CDI correspondiam a 38,1% do patrimônio do fundo, com remuneração média (MTM) de CDI + 3,14% ao ano e prazo médio de 3,8 anos.
Portfólio do KNSC11
No encerramento de fevereiro, o portfólio do KNSC11 apresentava alocação equivalente a 100,3% do patrimônio líquido em ativos-alvo. Além disso, a carteira contava com 7,3% em instrumentos de caixa e 2,4% alocados em Letra de Crédito Imobiliário (LCI).
Em termos de receitas adicionais, o fundo registrou R$ 400 mil provenientes das LCIs, enquanto os instrumentos de caixa contribuíram com cerca de R$ 800 mil no período.
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