O fundo imobiliário KNSC11, gerido pela Kinea, divulgou seu relatório gerencial referente ao desempenho de março, com crescimento de 39,7% no resultado em comparação a fevereiro, passando de R$ 16,1 milhões para R$ 22,5 milhões.
O desempenho é proveniente, principalmente, dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), responsáveis pela geração de R$ 22,6 milhões na receita total. Em paralelo, as posições em caixa adicionaram R$ 1,4 milhão ao montante.

Pagamento de dividendos
Com esse desempenho, o fundo realizou a distribuição de R$ 0,11 por cota em dividendos, um aumento de 37,50% em relação ao último provento, de R$ 0,08 por cota.
O pagamento foi efetuado em 14 de abril, considerando a posição dos investidores em 31 de março, data de corte. A partir de 1º de abril, as cotas passaram a ser negociadas na condição ex-direito.
Com base na cotação média de entrada, de R$ 9,19, o fundo apresenta dividend yield (rendimento de dividendo) mensal de 1,20%. O rendimento corresponde a 99% da taxa DI do período e a 116% do CDI, considerando o gross-up do imposto à alíquota de 15%.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de fundos imobiliários como o KNSC11 são isentos de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas, o que eleva a atratividade do FII.
Performance do KNSC11
Ao final de março, o KNSC11 contava com 99,6% do patrimônio aplicado em ativos-alvo, além de 2,5% em LCIs e 8,6% em instrumentos de caixa.
Já a parcela indexada à inflação representa 61,3% do patrimônio, com retorno médio de IPCA + 10,31% ao ano e prazo médio de 7,2 anos.
Em relação aos CRIs atrelados ao IPCA, os resultados acompanharam a inflação registrada com defasagem de dois meses, especialmente os índices de janeiro (0,33%) e fevereiro (0,70%), que vieram acima de leituras recentes e favoreceram a rentabilidade.
Em paralelo, a parcela indexada ao CDI também foi beneficiada pelo nível elevado da taxa de juros e pelo maior número de dias úteis no mês. Assim, os ativos atrelados ao CDI representam 38,2% da carteira, com remuneração média de CDI + 3,14% ao ano e duration de 3,8 anos.
Ademais, o fundo possui 10,6% do patrimônio líquido em operações compromissadas reversas, lastreadas em CRIs, com prazos mais longos e acompanhamento contínuo da área de risco, que avalia critérios como liquidez, custo e limites operacionais.
Diante de juros elevados e inflação ainda relevante, fundos de crédito como o KNSC11 tendem a se beneficiar da combinação de indexadores híbridos (IPCA e CDI). Dessa forma, a Orion Research acompanha esse tipo de estratégia e mantém carteiras recomendadas com foco em FIIs de renda, buscando equilíbrio entre retorno e risco. Saiba mais clicando aqui!













