O fundo imobiliário KNSC11, com gestão da Kinea, apresentou resultado líquido de R$ 18,8 milhões no balanço de junho, ficando 15,70% abaixo do resultado de maio, quando o FII registrou R$ 22,3 milhões.
A redução no resultado está relacionada ao desempenho mais fraco dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) — principal classe de ativos do fundo —, cuja receita totalizou R$ 20,4 milhões, frente as despesas de R$ 1,8 milhão no período.
Com isso, a distribuição de dividendos do KNSC11 foi de R$ 0,09 por cota, o menor valor dos últimos quatro meses, somando um total de R$ 18,2 milhões. O dividend yield (rendimento de dividendo) mensal foi de 1,01%, com base na cotação do último fechamento de junho, de R$ 8,95.
Além disso, o valor distribuido representa um retorno líquido de cerca de 0,98% ao mês para investidores pessoa física, considerando a cotação média de entrada de R$ 9,19 por cota. Ressaltando que esse valor é isento de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas.
O retorno equivale a 89% da taxa de Depósito Interbancário (DI) no período, ou 105% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) ajustado à aliquota de 15% de IR.
Desempenho dos ativos
A perfomance dos CRIs indexados à inflação, por outro lado, foi diretamente impactada pelas variações negativas do Índice de preços no consumidor (IPCA) nos dois meses anteriores à apuração, o que afetou os resultados de junho, com distribuição em julho.
Enquanto os papéis vinculados ao CDI se beneficiaram do aumento da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 15% ao ano, o que deve favorcer os rendimentos do KNSC11 nos próximos meses.
Investimentos do KNSC11
Ao fim de junho a carteira do KNSC11 apresentava uma alocação equivalente a 110% do patrimônio em ativos-alvo e 0,8% em instrumentos de caixa. Sendo 64% aplicados em CRIs atrelados ao IPCA, com retorno médio de IPCA + 10,22% ao ano e prazo médio de 7,4 anos.
Do restante, 45,8% estavam aplicados em CRIs atrelados ao CDI que rendem, em média, CDI + 3,31% ao ano, com prazo médio de 3,8 anos. A Kinea destacou que a carteira do fundo continua sem eventos prejudiciais, como inadimplencia ou crédito negativo, evidenciando a eficiência da gestão
Em junho, foram realizados aportes em duas operações de CRIs. A primeira, envolveu a movimentação de R$ 6,5 milhões em títulos com taxa de CDI + 3,50%, devedor do FII BLOG11, da Galoppo, com foco em galpões logísticos localizado em Garuva (SC) e Igarassu (PE), ambos totalmente locados.
Enquanto a segunda atividade, de maior porte, teve investimento de R$ 13,6 milhões em títulos vinculados à MRV (Pro-soluto 429 e 469), com taxa de CDI + 4,60%, com base na carteira de recebíveis estruturada com excedente e fundos de reserva.






