O fundo imobiliário KNRI11, sob gestão da Kinea, comunicou ao mercado a venda do Edifício Athenas, localizado em Pinheiros, em São Paulo, pelo montante de R$ 95 milhões.
O pagamento será feito em três parcelas. A primeira, de 40%, será paga à vista e o restante em duas parcelas anuais, sendo 40% em 12 meses e 20% em 24 meses, com correção monetária.
Com isso, a operação deve gerar lucro de R$ 44,1 milhões, equivalente a R$ 1,56 por cota, conforme o recebimento das parcelas. Segundo a gestão, a venda representa um ganho de 5,6% sobre o valor de avaliação e valorização de 86,6% em relação ao custo de aquisição do imóvel.
Os recursos obtidos serão destinados ao reforço da estrutura de capital do fundo e poderão ser aplicados em ativos da carteira atual ou em novas aquisições.
Para a Kinea, a transação “valida a estratégia de construção de uma carteira imobiliária resiliente e de alta qualidade, mesmo em um cenário de mercado desafiador”.
É esperado que o rendimento recorrente do fundo aumente em cerca de R$ 0,03 por papel ao longo do recebimento das parcelas. A taxa interna de retorno (TIR) da operação foi de 16% ao ano, o que corresponde a um retorno consolidado de 167% do CDI ou IPCA +9,8%.
Recente desempenho do KNRI11
Em outubro, o KNRI11 registrou lucro de R$ 26,556 milhões, o que equivale a R$ 0,94 por cota, ficando 10,94% abaixo do resultado de setembro, com R$ 29,818 milhões. A receita foi, em sua maior parte, proveniente dos aluguéis caixa do período, que somaram R$ 24,85 milhões.
Com base no desempenho, o fundo anunciou a distribuição de R$ 1,00 por cota em dividendos, com pagamento previsto para 14 de novembro, para investidores com posição em 31 de outubro, data de corte.
Durante o mês, a vacância financeira recuou de 5,62% para 5,53%, enquanto a vacância ajustada, que considera carências de novos contratos, diminuiu de 7,27% para 6,75%.
Atualmente, o portfólio do fundo é composto por 21 propriedades, sendo 13 edifícios corporativos e 8 centros logísticos. O prazo médio contratual é de 9,26 anos a 7,82 anos para locações corporativas e 11,06 anos para ativos logísticos. Já o prazo médio remanescente é de 3,40 anos, dividido entre 2,92 anos nos escritórios e 4,01 anos nas operações logísticas.











