O fundo imobiliário KNCR11, sob gestão da Kinea, divulgou o balanço de novembro com lucro líquido de R$ 102,1 milhões, o que equivale a uma queda de 8,1% em relação ao mês anterior, quando havia registrado R$ 111,1 milhões.
O desempenho é proveniente, principalmente, das operações com Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que tiveram impacto de R$ 96,2 milhões no resultado. Além disso, o fundo obteve R$ 5,3 milhões com Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e R$ 6,3 milhões provenientes de instrumentos de caixa.
Embora a performance tenha sido parcialmente prejudicada pela menor quantidade de dias úteis no mês. Ainda assim, o ambiente de juros elevados contribuiu positivamente para o resultado.
A manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano nas duas últimas reuniões do Copom é apontada como um dos principais fatores de sustentação dos rendimentos do KNCR11.
Segundo a Kinea, o desempenho também foi apoiado pelos investimentos em um novo CRI, que reforçou a diversificação da carteira do fundo, a qual segue sem qualquer registro de eventos adversos de crédito.
Dividendos do KNCR11
O resultado de novembro serviu como base para a distribuição de dividendos do KNCR11, no valor de R$ 1,11 por cota. O pagamento ocorreu nesta quinta-feira (11), tendo como data de corte o dia 28 de novembro.
Além disso, este foi o menor provento distribuído pelo fundo nos últimos oito meses. Para fins de comparação, em novembro o FII havia pago R$ 1,33 por cota, considerando o desempenho de outubro, o que representa uma queda de 16,5%.
Com base na cotação de R$ 106,50 no fechamento de novembro, o dividend yield (rendimento de dividendo) mensal foi de 1,04%, em linha com o comportamento recente dos fundos de recebíveis atrelados ao CDI.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de fundos imobiliários como o KNCR11 são isentos de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas, fator que contribui para a atratividade do FII.
Situação da carteira
Entre as operações realizadas pelo KNCR11 em novembro, destaca-se a aquisição de um CRI lastreado no desenvolvimento de um galpão logístico em Curitiba (PR), atualmente locado ao Mercado Livre, na modalidade Built to Suit (BTS), e pertencente ao FII HSLG. A operação foi avaliada em R$ 50 milhões, com taxa de CDI + 1,90%.
Além dessa movimentação, a gestora optou por liquidar as operações compromissadas reversas que ainda estavam lastreadas em CRI, encerrando esse tipo de estratégia dentro do portfólio.
Ao final do mês, o KNCR11 contava com 87,7% do patrimônio alocado em ativos-alvo, enquanto 5,8% estavam aplicados em LCIs e 6,5% em instrumentos de caixa.













