Embora o corte na taxa básica de juros (Selic) realizado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira (18), o Brasil mantém o posto de segundo país com os maiores juros reais do mundo.
De acordo com o comunicado, “O Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros para 14,75% a.a. e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante.”
Na chamada “Super-Quarta”, a Selic passou de 15% para 14,75% ao ano, após um corte de 0,25 ponto percentual (p.p.). Ainda assim, o juro real no Brasil está em 9,51% ao ano, segundo levantamento da MoneYou e da Lev Intelligence.
No ranking global, o país fica atrás apenas da Turquia, com juro real de 10,38%. Na sequência aparecem Rússia (9,41%), Argentina (9,41%), México (5,39%) e África do Sul (5,22%).
Outros cenários
Em um cenário com um corte maior da Selic, de 0,50 ponto percentual, por exemplo, o juro real cairia para 8,75%, fazendo com que o Brasil recuasse para a quarta posição no ranking. Por outro lado, caso a taxa tivesse sido mantida em 15% ao ano, o juro real seria de 9,83%.
O levantamento também aponta que as perspectivas inflacionárias foram revisadas para cima na maior parte dos países analisados, ampliando o número de economias com juros reais negativos.
Esse movimento ocorre em meio a um cenário global ainda adverso, especialmente com o conflito no Oriente Médio, que possui forte impacto inflacionário, principalmente via preços de commodities.
Maiores juros reais do mundo
Confira o ranking dos países com os maiores juros reais:
| Ranking | País | Ex ante |
|---|
| 1º | Turquia | 10,38% |
| 2º | Brasil | 9,51% |
| 3º | Rússia | 9,41% |
| 4º | Argentina | 9,41% |
| 5º | México | 5,39% |
| 6º | África do Sul | 5,22% |
| 7º | Indonésia | 3,31% |
| 8º | Hungria | 3,02% |
| 9º | Colômbia | 2,99% |
| 10º | Filipinas | 2,81% |
| 11º | Hong Kong | 2,71% |
| 12º | Polônia | 2,61% |
| 13º | Israel | 2,39% |
| 14º | Chile | 2,23% |
| 15º | República Tcheca | 2,20% |
| 16º | Cingapura | 2,10% |
| 17º | Índia | 2,00% |
| 18º | Austrália | 1,62% |
| 19º | Tailândia | 1,51% |
| 20º | Coreia do Sul | 1,35% |
| 21º | Malásia | 1,28% |
| 22º | Reino Unido | 1,24% |
| 23º | Bélgica | 0,97% |
| 24º | China | 0,79% |
| 25º | França | 0,74% |
| 26º | Suécia | 0,74% |
| 27º | Estados Unidos | 0,58% |
| 28º | Grécia | 0,44% |
| 29º | Itália | 0,35% |
| 30º | Espanha | 0,27% |
| 31º | Dinamarca | 0,22% |
| 32º | Alemanha | 0,18% |
| 33º | Portugal | 0,11% |
| 34º | Holanda | 0,01% |
| 35º | Nova Zelândia | -0,03% |
| 36º | Áustria | -0,07% |
| 37º | Taiwan | -0,15% |
| 38º | Suíça | -0,21% |
| 39º | Japão | -0,97% |
| 40º | Canadá | -1,54% |
Mesmo com o início do ciclo de cortes, o patamar elevado de juros reais no Brasil reforça a atratividade da renda fixa e de ativos atrelados à inflação. Diante desse cenário, a Orion Research disponibiliza carteiras recomendadas que ajudam a capturar essas oportunidades com estratégia e consistência. Confira aqui!













