A InVista Real Estate, gestora no mercado de fundos imobiliários, anunciou que está trabalhando no lançamento de um novo FII, o IVBP11, com foco em galpões industriais.
Segundo o comunicado, a nova estratégia reunirá ativos atualmente distribuídos entre os fundos IBBP11 e XPIN11, formando um portfólio com valor patrimonial superior a R$ 1 bilhão.
Dessa forma, o fundo deve iniciar suas operações com mais de 30 inquilinos, distribuídos entre diferentes setores da economia e com presença internacional, conforme destacou o gestor da InVista, Marcelo Rainho.
De acordo com Rainho, o IVBP11 nasce com foco em um segmento ainda pouco explorado no mercado de capitais brasileiro, os imóveis industriais voltados a grandes multinacionais, em contraste com a predominância atual de galpões logísticos tradicionais.
“O nosso foco é justamente esse setor industrial, que representa hoje mais ou menos 25% do PIB brasileiro, e a gente gosta muito de atuar com grandes multinacionais globais”, afirmou o gestor.

IVBP11: Portfólio do novo fundo
O portfólio do IVBP11 contará com inquilinos de setores como saúde, automotivo, alimentício e construção civil, reforçando a diversificação operacional.
Além disso, a carteira terá presença global, com empresas de países como Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Coreia do Sul, Japão e Itália, o que amplia a diversificação geográfica e adiciona um diferencial competitivo ao fundo.
Segundo Marcelo Rainho, os ativos estão concentrados no Brazilian Business Park, que possui cerca de 500 mil metros quadrados já construídos. Além de potencial para expansão de mais 1,5 milhão de metros quadrados.
Apesar de iniciar com cerca de R$ 1 bilhão em VP, o fundo visa atingir R$ 5 bilhões em ativos sob gestão no longo prazo. Assim, buscando diluição de riscos, ganho de eficiência operacional e maior poder de negociação nas locações.
Galpões industriais x logísticos
No comunicado, Rainho também destacou a diferença entre os segmentos industrial e logístico, que ainda são frequentemente confundidos pelo mercado.
Segundo ele, os perfis de ocupação e geração de valor são distintos. Enquanto operadores logísticos tendem a ser mais sensíveis ao custo de ocupação, indústrias de maior valor agregado priorizam fatores como infraestrutura, energia e localização estratégica.
Outro diferencial apontado é o modelo “plug and play” do complexo industrial, no qual serviços essenciais já estão disponíveis ao locatário.
“Você chega no complexo e tudo isso já está pronto. Energia, transporte, infraestrutura. Então a vida do industrial se torna muito mais simples, porque ele pode focar no negócio dele”, afirmou.
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