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Tarifa de Trump gera aversão ao risco e leva Ifix a 5ª queda consecutiva nesta segunda-feira (21)

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O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (Ifix) operou em queda nesta segunda-feira (21), devido ao cenário de incertezas causado pela tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros — ainda que o segmento não tenha relação direta com o comércio exterior.

Assim, o Ifix fechou a sessão em 3.443,94 pontos, registrando a quinta queda consecutiva, com recuo de 0,61%. Em julho, já acumula uma redução de 1,14%, após cinco meses de performance positiva.

Nesta terça-feira (22), o medidor voltou a recuar. Às 15h16 (horário de Brasília), operava em leve queda de 0,07%, aos 3.441,67 pontos.

O analista de FIIs da Empiricus Research, Caio Nabuco de Araújo, ressalta que a queda “envolve o conflito entre os poderes, tarifas dos Estados Unidos, projeções para as eleições de 2026 e questões fiscais”. Ele também destaca o desempenho do Ibovespa (Ibov), principal índice da bolsa brasileira (B3), nos últimos 15 dias, diante do aumento da cautela dos investidores.

No período, o indicador da B3 chegou a recuar 5%, saindo de 139.490 para 134.167 pontos, enquanto o Ifix passou de um patamar próximo à máxima histórica de 3.491,69 pontos para 3.443,94 pontos, uma desvalorização de 1,5%. No entanto, no ano, o índice já acumula alta superior a 10%.

O que leva o Ifix a cair?

O economista-chefe da Suno Research, Gustavo Sung, explica que a queda do Ifix decorre principalmente do aumento da cautela dos investidores em momentos de incerteza como o atual. “O mercado de renda variável sempre sofre nesses momentos, com uma migração para a renda fixa, especialmente num momento de juros altos como o atual”, diz Sung.

Para ele, os cotistas têm medo das próximas decisões do governo, incluindo uma eventual retaliação, que pode pressionar a inflação com o aumento no custo das importações de produtos norte-americanos. Além disso, o presidente dos EUA ameçou impor uma taxa ainda maior ao Brasil caso o governo brasileiro adote algum aumento de tarifas.

Período oportuno

Apesar dos desafios, Araújo observa uma oportunidade em quase todos os segmentos da indústria, especialmente nas lajes corporativas, que continuam entre os ativos mais descontados. “Pode haver volatilidade no curto prazo, mas encontramos descontos em praticamente todos os setores neste momento. É importante fazer uma seleção criteriosa”, afirma o analista.

Para esse cenário, a fundadora e head de operações da SHS Investimentos, Adriana Ricci, destaca a importância da diversificação em momentos de incertezas globais e domésticas.

“Diversificar não é sobre apostar em tudo, é sobre não depender de um único ativo para alcançar os objetivos. Quando a Bolsa balança, a renda fixa segura. Quando o dólar sobe, o ouro pode equilibrar. Quando um setor encolhe, outro pode surpreender”, explica.

Cada tipo de investimento tem seu próprio comportamento. Com combinações inteligentes, é possível elevar a resiliência da carteira, observa Ricci. Ela também reafirma que os FIIs seguem sendo uma excelente opção para quem busca diversificação, especialmente por gerarem renda mensal e terem isenção de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas e acompanharem setores reais da economia, como logística, escritórios e shoppings.

“Uma boa pedida agora são os FIIs de galpões ou recebíveis (papéis), que se beneficiam de contratos atrelados à inflação (IPCA) ou ao CDI, que estão altos”, diz

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