O Ibovespa (IBOV), principal índice da Bolsa brasileira (B3), registrou um marco histórico nesta sexta-feira (5) ao alcançar uma máxima intradiária de 143.408 pontos. O movimento foi impulsionado pelas expectativas de corte nos juros pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) já na reunião de setembro.
Por volta das 17h42 (horário de Brasília), o índice avançava 1,15%, aos 142.640 pontos, após ter superado os 143.408,64 pontos no pico do dia. Na semana, o Ibovespa acumula alta de 0,9%, enquanto o dólar registrou queda pela terceira sessão consecutiva.
Mercado norte-americano
Em agosto, a economia dos EUA gerou 22 mil vagas de emprego, bem abaixo da projeção de 76 mil. Para os analistas, o resultado reforça a percepção de desaceleração econômica e aumenta as chances de cortes nos juros pelo Fed.
As projeções atuais indicam que o banco central norte-americano pode reduzir a taxa em todas as reuniões até dezembro, somando um total de 75 pontos-base no período.
Na próxima quinta-feira (11) será realizada a divulgação da inflação de agosto, medida pelo Índice de Preço ao Consumidor norte-americano (CPI), que servirá como base para os investidores sobre a intensidade e a frequência dos cortes.
Segundo especialistas, esse cenário eleva a atratividade de ativos de maior risco e favorece países emergentes, como o Brasil.
Ibovespa: Destaques do índice
As ações da Ultrapar (UGPA3) figuravam na ponta positiva do Ibovespa nesta sexta-feira, com alta de 6%, após a divulgação do “Gás para o Povo”, programa que vem junto com a Medida Provisória do governo.
O Itaú BBA destaca que, a implementação do programa tem sido fundamental para a discussão dos investidores acerca da decisão de investimento nas ações da companhia, considerando o potêncial de valorização.
“O programa contribui para a redução do risco regulatório percebido no setor, que tem sido uma preocupação para alguns investidores que avaliam a tese”, explica o BBA.
Em contrapartida, os papéis da Petrobras (PETR3;PETR4) operavam na ponta negativa, com redução de cerca de 2%, acompanhando o valor do petróleo no mercado internacional.






