Diante da expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa básica de juros (Selic) nesta quarta-feira (28), o Ibovespa (Ibov), principal índice da Bolsa brasileira (B3), avançou quase 3 mil pontos e atingiu um duplo recorde durante a sessão.
No fechamento, o índice registrou alta de 1,52%, aos 184.691 pontos, superando o recorde anterior, marcado na terça-feira (27), aos 181.919,13 pontos. Durante o pregão, o Ibovespa também ultrapassou sua máxima histórica intradia ao alcançar 185 mil pontos.
Por outro lado, o dólar à vista permaneceu no menor nível desde maio do ano passado, cotado a R$ 5,2066. O movimento acompanha a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), que manteve os juros de referência dos Estados Unidos na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.
O que impacta o Ibovespa?
A atenção do mercado brasileiro esteve voltada para a decisão do Copom, que optou por manter a Selic em 15% ao ano, em linha com as expectativas e marcando a quinta reunião consecutiva sem alteração na taxa básica.
Segundo uma pesquisa realizada pelo BTG Pactual antes do anúncio, “quase metade (49%) considera a decisão [de cortar a Selic] plenamente justificável à luz das condições atuais de inflação, atividade e política monetária, enquanto cerca de 20% a veem como parcialmente justificável, ainda que envolva riscos relevantes.“
Ações impulsionam o índice
Além da expectativa pela Selic, o fluxo de capital estrangeiro, impulsionado pelo aumento de investidores não residentes, tem sustentado o avanço dos principais papéis do Ibovespa.
As ações da Vale (VALE3), por exemplo, subiram mais de 2% e lideraram o volume de negociações da B3, com 62,8 mil negócios e R$ 2,25 bilhões em giro financeiro.
Ademais, o movimento também foi reforçado pela divulgação da prévia operacional do quarto trimestre de 2025 (4T25) da mineradora. No período, a produção de minério de ferro somou 90,4 milhões de toneladas entre outubro e dezembro.
O volume representa alta de 6% na comparação anual, embora tenha recuado 4,2% frente ao terceiro trimestre, movimento já esperado pelo mercado devido à sazonalidade do período chuvoso.
Além disso, a Petrobras (PETR4) também contribuiu para o desempenho positivo do Ibovespa nesta quarta-feira. A estatal acumula o nono pregão consecutivo de alta, apoiada pela valorização do petróleo no mercado internacional.
O contrato futuro do Brent, referência global do commodity, para março encerrou as negociações com avanço de 1,17%, cotado a US$ 67,37 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Por fim, com o Ibovespa renovando máximas e o dólar em queda, o momento favorece estratégias mais ativas no mercado de ações. Aproveitar o bom desempenho do índice pode ser uma alternativa interessante para investidores que buscam equilíbrio entre valorização e renda.
A Orion Research acompanha esse movimento com carteiras recomendadas ajustadas ao atual ciclo de juros, focadas em capturar oportunidades com controle de risco. Veja mais clicando aqui!












