Enquanto o mercado internacional opera sob pressão devido retirada da nota máxima de crédito dos Estados Unidos pela Moody’s. No Brasil, o Ibovespa (Ibov) atingia o patamar de 140 mil pontos pela primeira vez na história nesta segunda-feira (19).
Por volta das 15h47 (horário de Brasília) a Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira (B3), avançava 0,50%, com 139.880 pontos, chegando a 140.071 pontos na máxima intradia, maior pontuação desde o pregão do dia 13 de maio, quando alcançou 139.419 pontos.
Em contrapartida, no mesmo período Nasdaq e S&P 500, maiores índices de ações em Nova York, caiam 0,17% (19.178 pontos) e 0,055% (5.955 pontos), respectivamente, junto ao dolár que recuava 0,29%, a R$ 5,6460.
Motivos da alta do Ibovespa
A bolsa de valores atua com desempenho positivo após uma abertura mais fraca, com apoio da JBS (JBSS3) com a aproximação da assembleia de acionistas sobre a dupla listagem das ações nos EUA e Brasil, com o índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br) de março, acima das expectativas, e pela queda dos juros futuros ante otimismo sobre discurso do presidente do Banco Central (BC).
Os investidores acompanharam a participação de Gabriel Galípolo, presidente do BC, em conferência do Goldman Sachs na manhã desta segunda-feira (19), quando disse que “com desancoragem das expectativas de inflação e cenário, faz sentido permanecer com juro restritivo por mais tempo.”, se mostrando cada vez mais técnico, o que é bem visto pelo mercado financeiro, segundo o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus.
Ainda no mesmo horário da matéria, a JBS (JBSS3) subia 3,06%, cotada a R$ 40,09. Investidores mantém expectativas sobre a assembleia marcada para o próximo dia 23, onde haverá decisões sobre a dupla listagem da companhia, visto pelo mercado como um evento que deve destravar valor relevante nas ações.
Além da JBS, Fleury (FLRY3) e Magazine Luiza (MGLU3) também lideram as altas do Ibov nesta segunda-feira (19), avançando 3,11% (R$ 12,94) e 2,76% (R$ 10,05), respectivamente.
Ademais, o IBC-Br de março registrou alta de 0,8%, quase atingindo o teto das projeções de 0,81%, seguindo a expansão de 0,43% no mês anterior. No primeiro trimestre o indicador acumulou ganho de 1,30%, refletindo a resistência das operações.
Corte da nota de crédito dos EUA
Na sexta-feira (16), a Moody’s Ratings, uma das principais agências de classificação de risco de crédito do mundo, realizou a retirada do triplo A dos Estados Unidos para Aa1, alterando também a perspectiva de negativa para estável.
Segundo a Moody’s, a baixa é devido a dificuldade do país em controlar as dívidas, com aumento em mais de uma década e com os índices de pagamento de juros para níveis significativamente mais altos do que os de soberanos com classificação semelhante.
Com isso, o foco fiscal se mantém no radar em um cenário de espera da aprovação do pacote orçamentário do Presidente dos EUA, Donald Trump, sobre corte de impostos, que será decidido em votação no plenário nesta semana.






