O Ibovespa (Ibov), principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou no negativo nesta quarta-feira (03), com forte queda diante do aumento das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã, além da repercussão das novas ameaças tarifárias do governo norte-americano sobre produtos brasileiros.
Assim, o indicador terminou o pregão com baixa de 2,22%, aos 170.331 pontos, o equivalente a uma perda de 3.867,01 pontos. Durante a sessão, na mínima do dia, o índice chegou próximo de perder o patamar dos 170 mil pontos, ao atingir 170.008 pontos.
No exterior, os principais índices de Wall Street também encerraram em baixa. O Dow Jones caiu 1,21%, aos 50.687,07 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 0,74%, aos 7.553,68 pontos, e o Nasdaq registrou queda de 0,89%, aos 26.853,97 pontos.
Em contrapartida, o dólar à vista (USDBRL) fechou com avanço de 1,14%, cotado a R$ 5,0668.
O movimento da moeda norte-americana no Brasil acompanhou o desempenho observado no exterior. Às 17h (horário de Brasília), o DXY, índice que compara o dólar a uma cesta de moedas globais, como euro e libra, avançava 0,14%, aos 99,528 pontos.

Avanço das tarifas dos EUA
No cenário doméstico, os investidores permaneceram atentos ao avanço das discussões envolvendo a nova rodada de tarifas anunciadas pelos Estados Unidos.
Na véspera, em 2 de junho, o governo liderado por Donald Trump informou a intenção de aplicar uma nova taxa de 12,5% sobre importações brasileiras, além de outros países incluídos em uma nova rodada do tarifaço.
Caso seja implementada, a nova cobrança será adicionada aos 25% anteriormente anunciados, após o avanço da investigação relacionada a supostas práticas consideradas “incoerentes” pelo governo norte-americano.
Entre os fatores citados pelo Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) estão questões ligadas ao Pix, mercado de etanol, práticas comerciais e aspectos regulatórios.
Desempenho do Ibovespa (Ibov)
Em meio ao cenário de maior aversão ao risco, apenas oito ações encerraram o pregão em alta no Ibovespa.
Entre os destaques positivos esteve a Copasa (CSMG3), que liderou os ganhos do índice com valorização de 13,34%, aos R$ 60,00, após rumores envolvendo uma nova proposta da Equatorial (EQTL3) relacionada ao processo de privatização da companhia.
Na sequência, a Minerva (BEEF3) avançou 2,29%, aos R$ 3,58, após o JP Morgan elevar a recomendação das ações para compra.
Por outro lado, a ponta negativa do índice foi pressionada principalmente por ações domésticas, em meio à abertura da curva de juros futuros. Assim, Hapvida (HAPV3) e Azzas (AZZA3) estiveram entre as maiores perdas do dia, com recuos superiores a 8%.
Ademais, movimentos envolvendo tensões geopolíticas, mudanças tarifárias e oscilações nos juros costumam impactar diretamente o comportamento do mercado. Para investidores que acompanham oportunidades em ações, vale conhecer as carteiras recomendadas da Orion Research. Veja aqui!











