O fundo imobiliário HGCR11, sob gestão da Pátria Investimentos, apresentou nesta quarta-feira (13) seu relatório gerencial referente ao mês de abril, com resultado de R$ 15,155 milhões, o maior registrado pelo fundo nos últimos quatro meses.
Em paralelo, a receita total somou R$ 16 milhões no período, enquanto as despesas ficaram em R$ 1,192 milhão. No acumulado dos últimos 12 meses, o fundo apresenta receita de R$ 196,1 milhões.
Com esse desempenho, o HGCR11 realizou a distribuição de R$ 0,95 por cota em dividendos, mantendo o mesmo patamar dos últimos três meses. O pagamento foi efetuado nesta sexta-feira, 15 de maio, para investidores com posição em 30 de abril, data de corte.

Reserva acumulada e retorno
Além disso, o fundo encerrou o mês com resultado acumulado de R$ 0,55 por cota. O valor representa avanço em relação ao mês anterior, quando a reserva acumulada era de R$ 0,52 por cota.
Considerando a cotação de R$ 97,96, o dividend yield (rendimento de dividendo) anualizado do FII é de 11,4%.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de fundos imobiliários como o HGCR11 são isentos de imposto de renda (IR) para pessoas físicas, o que eleva a atratividade do segmento.
Carteira do HGCR11
No fechamento de abril, o HGCR11 mantinha 97,5% do patrimônio líquido alocado em ativos-alvo, sendo 88,8% direcionados a CRIs e operações estruturadas.
Segundo o relatório, a carteira apresentava rentabilidade média ponderada de 15,3% ao ano, equivalente a IPCA + 9,3% ao ano. O prazo médio dos ativos era de 3,7 anos. Além disso, o portfólio era composto por 44 CRIs e três operações estruturadas.
Ademais, a maior exposição estava concentrada em ativos indexados ao IPCA, responsáveis por 84,9% da carteira, com retorno médio de IPCA + 9,0% ao ano.
Já os ativos atrelados ao CDI representavam 12,5% do portfólio, com remuneração média de CDI + 3,1% ao ano. Em menor proporção, os papéis prefixados respondiam por 2,4% da carteira, enquanto a exposição ao IGP-M era residual.
Operações do fundo
Durante abril, o HGCR11 aumentou exposição em dois ativos já presentes na carteira. No CRI Mega Moda, o fundo ampliou a posição em R$ 79,5 milhões, com taxa de IPCA + 8,90% ao ano. Já no CRI JFL Lorena II, o aporte adicional foi de R$ 7,7 milhões, remunerado a IPCA + 10,51% ao ano.
Por outro lado, o fundo vendeu R$ 10 milhões do CRI JFL Lorena, operação que gerou resultado extraordinário positivo de R$ 0,02 por cota.
Além disso, houve a liquidação do CRI Globo e a redução de R$ 1,9 milhão na exposição ao VRTA11, movimento que teve impacto negativo de R$ 0,03 por cota.
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