Em meio à expectativa de início do ciclo de queda da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 15% ao ano, o mercado de fundos imobiliários (FIIs) tende a concentrar algumas das melhores oportunidades a partir de 2026, destaca o gestor da Kinea Investimentos, Carlos Martins, para o Moneytimes.
“No tijolo, há espaço para aumento de dividendos via redução de vacância e ajustes de aluguéis, e o investidor pessoa física continua interessado em renda imobiliária“, explica Martins.
Para o gestor, com a redução dos juros e o início do ajuste da economia, é natural que novos investidores passem a olhar para o segmento, elevando a liquidez e o interesse pelos FIIs.
Escritórios no radar
Além dos imóveis físicos em geral, o gestor destaca o segmento de escritórios como o mais promissor do próximo ciclo. O setor, ainda bastante descontado na Bolsa brasileira (B3), começa a apresentar sinais mais consistentes de recuperação.
Na avaliação de Martins, o receio estrutural em torno do home office perdeu força, à medida que empresas passaram a exigir mais dias presenciais. Esse movimento tem refletido em indicadores mais positivos para o setor, reforçando a expectativa de melhora gradual tanto nos rendimentos quanto na valorização.
Entre os exemplos, Martins fala sobre a avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, onde muitos contratos permanecem defasados desde o período da pandemia. A expectativa é que, ao longo de 2026, esses aluguéis passem por reajustes mais relevantes. O que tende a se traduzir em maior distribuição de dividendos e impacto positivo sobre o valor das cotas.
No entanto, o gestor alerta que a escolha dos fundos exige atenção. Nem todos os FIIs de escritórios devem se beneficiar da mesma forma, especialmente aqueles com ativos mais antigos, localizações menos atrativas ou desafios estruturais.
Outros setores dos fundos imobiliários
Entre os demais setores, o logístico segue atrativo, porém com espaço mais limitado para expansão. Segundo Martins, a vacância estruturalmente baixa reduz o potencial de ganhos adicionais quando comparado a outros segmentos.
Já os shoppings centers podem se beneficiar do aumento do fluxo de pessoas, sobretudo em regiões com alta concentração de escritórios. A maior circulação tende a impulsionar vendas e receitas, favorecendo os fundos do setor.
“Shoppings próximos a prédios podem capturar ganhos também, pois se eu tenho mais pessoas nos edifícios por mais dias, eu trago um fluxo que antes eu não tinha para a região“, afirma Martins.
Por fim, os fundos de papel, especialmente os CRIs indexados à inflação, continuam sendo uma alternativa relevante. Ainda assim, o gestor reforça que a qualidade da carteira e a gestão do portfólio serão determinantes para os resultados, já que nem todos os FIIs devem se beneficiar igualmente do cenário.
Diante desse novo ciclo para os fundos imobiliários, a escolha dos ativos passa a ser ainda mais relevante. Assim, análises focadas em qualidade dos ativos e gestão, como as carteiras recomendadas da Orion Research, ajudam o investidor a tomar decisões mais alinhadas ao momento. Confira aqui!













