O dia tem sido de muitas expectativas e negociações no mercado global. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que conversou por meio de uma ligação, solicitada por ele mesmo nesta quinta-feira (5), com o líder da China, Xi Jinping, sobre a guerra comercial iniciada no dia 2 de abril, também conhecida pelo norte-americano como “Dia da Libertação”.
Trump revela que, em breve as equipes das duas maiores economias do mundo se reunirão para resolver as diferenças acerca das tarifas de importação. “Não deve mais haver dúvidas sobre a complexidade dos produtos de terras raras”, escreveu nas redes sociais.
“Seremos representados pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, pelo secretário do comércio, Howard Lutnick, e pelo representante comercial dos Estados Unidos, embaixador Jamieson Greer”, explicou Trump.
Pausa na guerra comercial
Em 12 de maio foi realizada uma pausa de 90 dias sobre a troca de taxas, que tem afetado diversos parceiros comerciais do país, com intuito de reverter as tarifas. Com o intervalo, as tarifas americanas sobre importações chinesas passaram de 145% para 30%, enquanto as tarifas chinesas sobre produtos dos EUA foram de 125% para 10%.
Entretanto, o acordo não abordou preocupações que atingem o relacionamento bilateral, como o comércio ilícito de fentanil até o status de Taiwan e as reclamações dos EUA sobre o modelo econômico do país asiático.
Além disso, desde a decisão conjunta os dois países continuam enfrentando dificuldades para chegar a um consenso nas negociações. Na última sexta-feira (30), Trump chegou a acusar a China de violar a determinação sobre as taxas.
O Ministério do Comércio chinês definiu as acusações como “infundadas” e prometeu adotar medidas firmes para proteger seus interesses.
Perspectiva da China
Segundo comunicado, o governo asiático e o presidente norte-americano teriam se convidado um ao outro para uma futura visita em seus respectivos territórios.
“O lado dos EUA deve ter uma visão realista do progresso feito e retirar as medidas negativas impostas à China”, disseram as autoridades da China, “Xi Jinping convidou Trump a visitar a China novamente, e Trump expressou sua sincera gratidão.”. Eles já se encontraram em diversos momentos, como em visitas em 2017, porém o último encontro ocorreu em 2019, em Osaka, no Japão.
Xi teria afirmado que as duas nações devem se esforçar para atingir um resultado mutuamente benéfico, enfatizando que “os dois lados devem respeitar as preocupações um do outro e manter uma postura de igualdade”.
Em abril, o governo chinês decidiu suspender as exportações de uma ampla gama de minerais essenciais em meio ao cenário “vai e volta” da batalha, o que prejudicou o acesso a recursos necessários para montadoras, fabricantes de chips e corporações de defesa globais.
Com isso, é esperado um aumento à pressão política interna sobre os EUA em caso de redução do crescimento econômico, pois as empresas não podem produzir produtos movidos a minerais.
Investidores continuam acompanhando as conversas, preocupados com efeitos negativos sobre as empresas e cadeias de oferta nos meses antes do período de compras de Natal. As tarifas de Trump também são objeto de litígio em andamento nos tribunais.






