As ações do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) figuram entre os destaques do Ibovespa (Ibov), principal índice da Bolsa brasileira (B3), nesta segunda-feira (25), após a família Coelho Diniz ampliar a sua participação na empresa para 24,6%, tornando-se a acionista principal e superando o grupo francês Casino, que detém 22,5%.
Por volta das 16h (horário de Brasília), os papéis disparavam 13%, cotados a R$ 3,65, com o mercado reagindo ao aumento da participação e à decisão da família de convocar uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para votar a destituição do atual conselho de administração e a eleição de novos membros.
Em julho, a posição da família Coelho Diniz era de cerca de 17,7% das ações ordinárias do GPA. Com a nova aquisição, a família não pode seguir comprando ações devido a cláusula de “poison pill”, que estabelece um limite de 25% de participação para evitar tentativas de controle hostil da empresa.
Estratégia da família Coelho Diniz
Atualmente, a família controla a rede de supermercados autointitulada, fundada há 33 anos, com 22 lojas em sete cidades de Minas Gerais e um centro de distribuição em Governador Valadares (MG). Os ativos são representados por André Coelho Diniz.
Segundo o grupo, a entrada no capital do Grupo Pão de Açúcar começou em fevereiro deste ano, com a aquisição de 5% das ações, sendo ampliada gradualmente até o patamar atual.
A Genial Investimentos destaca que a movimentação aumenta a influência da família na governança da companhia e pode redefinir os rumos estratégicos do GPA. Ela avalia que a tentativa de alinhar a participação acionária à composição do conselho, que já conta com André Coelho Diniz como membro, pode trazer mais estabilidade e foco à gestão.
A família Coelho Diniz afirma que seu objetivo é manter o diálogo construtivo com os demais acionistas, conduzir os negócios com austeridade, preservar níveis adequados de alavancagem e buscar crescimento consistente, com estabilidade e excelência em gestão.
A Genial Investimentos mantém recomendação neutra para o PCAR3, diante das incertezas de curto prazo geradas pela nova eleição do conselho. O preço-alvo foi mantido em R$ 3,50.






