O dólar registrou mais uma sessão de queda frente a outras moedas globais nesta quinta-feira (16), refletindo a expectativa de um novo corte de juros nos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA) no fim de outubro.
No encerramento do pregão, a moeda norte-americana caiu 0,35%, encerrando cotada a R$ 5,4431. No mesmo período, o Índice do Dólar Americano (DXY), que compara o dólar a uma cesta de seis moedas globais, como euro e libra esterlina, recuava 0,45%, aos 98,339 pontos.
O que afetou o desempenho do dólar?
No cenário doméstico, os investidores acompanharam a divulgação do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), que subiu 0,4% em agosto em relação a julho.
O resultado, porém, ficou 0,6 ponto percentual (p.p.) abaixo da projeção dos economistas consultados pela Reuters, após uma queda de 0,52% no mês anterior.
Na comparação anual, o índice teve alta de 0,1%, enquanto no acumulado de 12 meses apresentou crescimento de 3,2%, segundo dados não dessazonalizados.
Para o economista do ASA, Leonardo Costa, “a leve alta no mês confirma que a atividade segue positiva, mas com ritmo moderado e heterogêneo entre setores, compatível com um cenário de desaceleração gradual”.
Além dos indicadores, o mercado acompanhou o encontro entre o secretário dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que tratou das relações comerciais entre os dois países após a tarifa adicional de 50% sobre produtos brasileiros, imposta pelo presidente norte-americano Donald Trump no início do segundo semestre de 2025 (2S25).
Corte nos juros dos EUA
O principal fator de pressão sobre o dólar, contudo, foi o crescimento das apostas em um novo corte na taxa de juros dos EUA. O diretor do Federal Reserve, Christopher Waller, afirmou nesta quinta-feira, na reunião de política monetária, que apoia uma nova redução
“Com base em todos os dados que temos sobre o mercado de trabalho, acredito que (o comitê de política monetária do Fed) deve reduzir a taxa de juros em mais 25 pontos-base em nossa reunião que termina em 29 de outubro”, disse ele.
Waller ressaltou que o ritmo dos próximos cortes dependerá da evolução dos indicadores. “Vou observar como os dados sólidos do PIB conciliam com o abrandamento do mercado de trabalho”. Com as declarações, a projeção de um corte de 0,50 ponto percentual (p.p.) nos juros ganhou força, passando de 0% para 3,2%.











