O dólar encerrou o último pregão de outubro em baixa, impactado pela entrada de fluxo estrangeiro no mercado brasileiro, valorização das commodities e dados positivos de emprego. No fechamento, a moeda americana à vista registrava queda de 0,02%, cotada a R$ 5,3803.
Apesar da volta de tensões geopolíticas, o movimento acompanhou um cenário distinto do exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o Índice do Dólar Norte-Americano (DXY), que compara o dólar a uma cesta de seis moedas globais, avançava 0,27%, aos 99,798 pontos.
Na semana, a moeda acumula recuo de 0,23%, enquanto no mês de outubro apresenta alta de 1,08% frente ao real.
Movimentação do dólar
No Brasil, a atenção dos investidores esteve voltada à taxa de desemprego, que se manteve em 5,6% no trimestre encerrado em setembro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acima do estimado pelo Reuters, que projetava 5,5%.
Para o economista do banco PicPay, Igor Cadilhac, o resultado reflete um mercado de trabalho aquecido, apesar de levemente abaixo do esperado. “Além disso, em conjunto com a elevada formalização apontada pelos dados do Caged, os indicadores sugerem que o Banco Central deve continuar atento à abertura do hiato do produto”, avaliou.
Além disso, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), revelou a criação de 213.002 vagas formais de trabalho em setembro, superando a estimativa de 180.750 vagas.
No entanto, o número ainda ficou 15,55% abaixo do registrado em setembro de 2024, quando foram criadas 252.237 vagas.
Contas públicas do Banco Central
O Banco Central (BC) divulgou, na quinta-feira (30), dados das contas públicas, mostrando que a dívida bruta do país atingiu 78,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro, ante 77,5% em agosto. Já a dívida líquida do setor público subiu para 64,8%, frente a 64,2%.
Segundo o Itaú BBA, as receitas seguem desacelerando, enquanto as despesas apresentam aceleração no segundo semestre. O economista Thales Guimarães afirmou que, “à frente, vemos o governo próximo de cumprir a meta de resultado primário de -0,6% neste ano (considerando abatimentos e o limite inferior da meta oficial de 0%), mas um desafio de cerca de 0,4% do PIB para cumprir a meta de 2026.”













