Com a recente sequência de baixas, o dólar encerrou a última semana com uma queda acumulada de 0,8%. Segundo análise do BTG Pactual, o movimento confirma a quarta semana consecutiva de valorização do real frente à moeda americana.
Além disso, a tendência de baixa para curto e médio prazo segue negativa, reforçada pela pressão vendedora nas últimas sessões. Nesta terça-feira (11), por exemplo, a moeda operava em -0,32% às 17h (horário de Brasília), cotada a R$ 5,2739, o menor valor em 17 meses.
Análise do BTG Pactual
De acordo com o BTG, as quedas se intensificaram após o rompimento da mínima do pregão de segunda-feira (10), com suporte relevante na média móvel de 200 semanas, também em R$ 5,27.
O banco destaca ainda a formação de uma figura de ombro-cabeça-ombro (OCO) no gráfico, entre julho de 2024 e outubro de 2025, que sustenta a leitura de reversão estrutural e mudança de sentimento do mercado.
“O dólar mantém estrutura de baixa tanto no curto quanto no médio prazo. O rompimento da mínima do ano em R$ 5,2709 pode confirmar a continuidade da tendência vendedora, com próximos suportes nas regiões de R$ 5,12 e R$ 5,02”, afirma.
As médias móveis de 21 e 50 dias voltaram a apresentar cruzamento de baixa, reforçando o cenário de pressão vendedora.
Tentativas do DXY sobre o dólar
No cenário externo, o Dollar Index (DXY), indicador que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas como o euro e a libra, opera tentando uma reversão de baixa para alta, mas ainda encontra resistências importantes entre 100,00 e 100,50 pontos.
“O DXY mantém sinal de fortalecimento no curto prazo, mas começa a mostrar perda de força. Abaixo de 98,450, o cenário voltaria a favorecer a retomada da tendência de baixa de médio prazo”, explicou o BTG.
O euro, por sua vez, mantém tendência de alta contra o dólar no médio prazo, mas enfrenta sinais de fraqueza no curto prazo.
Para os próximos passos, a retomada da pressão compradora depende da superação do topo de outubro, em 1,1670, enquanto o principal suporte está na média móvel de 200 dias, em 1,1355.













