O fundo imobiliário CPTS11, com gestão da Capitânia S.A., divulgou o balanço de setembro, no qual registrou resultado de R$ 30,509 milhões, representando um crescimento de 9,81% em relação ao mês anterior, quando somou R$ 27,782 milhões. Além disso, o desempenho marcou o melhor resultado do FII nos últimos 14 meses.
No período, a receita bruta foi de R$ 44,761 milhões, frente às despesas operacionais, que somaram R$ 14,252 milhões, desempenho impactado pela eficiência na alocação e no controle de custos.
O balanço serviu como referência para a distribuição de dividendos no valor de R$ 29,57 milhões, equivalente a R$ 0,09 por cota, encerrando setembro com saldo acumulado de R$ 0,003 por cota.
CPTS11 e CPSH11
Atualmente, a carteira de fundos imobiliários é composta por 91 fundos, o que equivale a 63,2% dos ativos do CPTS11, sendo 82,2% fundos de tijolo e 17,8% fundos de papel. Em setembro, o FII contava com 16 Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) em seu portfólio, representando 31,7%.
Entre as movimentações realizadas no período, destaca-se a envolvendo o CPSH11, fundo de shopping centers também gerido pela Capitânia. O CPTS11 detém 9,7% das cotas do FII e, com as operações, é estimado um impacto positivo de R$ 20 milhões nos resultados do CPTS11 nos próximos dois anos.
Em outubro, o CPSH11 vendeu diversos imóveis, incluindo o Rio Design Leblon, Catarina Fashion Outlet, Shopping Cidade Jardim, Complexo Tatuapé, Iguatemi Praia de Belas e parte do Iguatemi Fortaleza.
A operação totalizou uma Taxa Interna de Retorno (TIR) de 22,52% ao ano, superando o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) com 6,21% a.a., o IMA-B com 5,24% a.a. e o CDI, com 13,45% a.a., resultando em R$ 53,5 milhões, cerca de R$ 0,67 por cota, a serem distribuídos ao longo dos próximos 24 meses.
Já entre as aquisições, o fundo adquiriu 4,81% do Internacional Shopping Guarulhos, em uma movimentação com Cap Rate estimado de 8,20%. Com base nas vendas atuais e no lucro projetado, estima-se uma distribuição de R$ 0,11 por cota ao longo de aproximadamente dois anos, ante os R$ 0,10 por cota atuais.
Além disso, após a conclusão dos pagamentos referentes às parcelas e a liquidação das transações, estima-se uma liquidez de R$ 587,4 milhões e endividamento líquido negativo de R$ 443,9 milhões.











