As ações da Copel (CPLE6) se destacam na ponta positiva do Ibovespa (Ibov) nesta quinta-feira (29), em meio a menor apetite por risco no mercado doméstico, com relatório do Itaú BBA reiterando recomendação de compra para os papéis da companhia elétrica.
O BBA também elevou o preço alvo, passando de R$ 13,30 para R$ 13,60. Às 16h03 (horário de Brasília), o CPLE6 subia 1,75%, valendo R$ 12,81. Nos últimos 12 meses a Copel já acumula alta de 50%, sendo 8% apenas em maio.
O ajuste soma a curva de preços de energia atualizada “que foram parcialmente compensadas por novas premissas macroeconômicas e um custo de capital próprio mais alto em comparação com nossa última atualização”, afirma o analista Felipe Andrade em relatório.
Andrade também diz que apesar do desempenho superior das ações recentemente, enxerga um perfil de risco recompensa ainda atrativo para a empresa, negociando uma taxa interna de retorno (TIR) de 10,3%, incluindo riscos de execução relativamente baixos, política de dividendos muito sólida e possíveis catalisadores de curto prazo.
“Em nossa visão, a empresa combina a melhor perspectiva para investidores dispostos a receber dividendos substanciais, ao mesmo tempo em que possui gatilhos que podem liberar mais valor para os acionistas”, aponta o analista.
Devo comprar o CPLE6?
Além da reiteração feita pelo BBA, para ele a Copel (CPLE6) tem um volume considerável de energia não contratada apta para venda nos próximos anos, junto a assinatura de novos contratos nos últimos trimestres. A longo prazo o banco projeta que o valor da energia fique em torno de R$ 160/MWh, anteriormente R$ 150/MWh.
“Vemos muito mais risco de alta do que de baixa para o preço de energia de longo prazo, pois acreditamos que ele deve convergir para um custo marginal de expansão mais alto, dados os crescentes riscos associados às energias renováveis”, diz o relatório.
O documento ainda ressalta que há um “sólido” descasamento de preços de energia entre as regiões Sul e Sudeste. “O impacto de preços mais altos na região Sul, combinado com a posição vendida da empresa na região Sudeste, poderia levar a margens adicionais no curto prazo”.
“Embora destaquemos que este descasamento de preços é conjuntural, a empresa poderia observar Ebitda adicional se este cenário se materializar em maior extensão nos próximos meses.”, complementa.
Em um cenário de descasamento de quase R$ 50/MWh entre as duas regiões, a companhia elétrica pode conseguir um ganho adicional de lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) no total de R$ 142 milhões no segundo semestre de 2025 (2S25) e R$ 285 milhões no ano seguinte.






