A Companhia Energética de Minas Gerais, Cemig (CMIG3), anunciou um plano de investimentos de R$ 70 bilhões, com foco integral no estado de Minas Gerais, marcando uma mudança relevante em sua estratégia operacional.
Segundo o CEO da companhia, Reinaldo Leite, a decisão representa uma virada no modelo de negócios, deixando de lado participações minoritárias em outros estados para reforçar a atuação no principal mercado da empresa, onde possui maior expertise.
Além disso, Leite detalhou o plano e o que os acionistas podem esperar sobre o futuro da Cemig. Com isso, as ações CMIG3 encerraram o pregão desta quarta-feira (1º) em alta de 0,42%, cotadas a R$ 16,67.

Nova estratégia do Cemig (CMIG3)
Anteriormente, a Cemig mantinha participações em ativos como a Light (LIGT3), no Rio de Janeiro, e a Renova (RNEW4), com operações concentradas na Bahia. Agora, a companhia adota uma estratégia mais concentrada. “100% desses R$ 70 bilhões estão sendo investidos em Minas. É focar em Minas e vencer”, afirmou Reinaldo Leite.
De acordo com o executivo, a mudança foi viabilizada pela venda desses ativos, o que contribuiu para fortalecer a geração de caixa e financiar o novo ciclo de investimentos.
Além disso, a empresa avançou na redução de custos e na adequação aos parâmetros regulatórios, criando espaço para expandir sem comprometer a rentabilidade.
“Nós colocamos a casa em ordem. A Cemig hoje está abaixo de todos os parâmetros regulatórios e isso permitiu destravar investimentos”, destacou.
Destino dos recursos
Do total previsto, cerca de 80% dos investimentos serão destinados à expansão e modernização da rede elétrica, considerada essencial para sustentar o crescimento da demanda e a transição energética.
“Rede é a infraestrutura das infraestruturas. Sem rede, você não tem mobilidade, não tem telecom, não tem saneamento e não tem transição energética”, afirmou.
Na prática, o plano inclui a construção de 200 novas subestações, sendo 150 já entregues. A implantação de cerca de 30 mil quilômetros de redes trifásicas e expansão do atendimento ao setor agropecuário.
Modernização da infraestrutura
Além da expansão, a Cemig também busca a modernização de ativos antigos. Atualmente, cerca de 70% das subestações têm mais de 30 anos, enquanto mais da metade ultrapassa os 40 anos de operação.
Em paralelo, a companhia mantém o compromisso com a remuneração dos investidores. Hoje, a política prevê a distribuição de aproximadamente 50% do lucro em dividendos, enquanto o restante é direcionado ao financiamento dos investimentos.
Com um plano robusto e foco em infraestrutura, a Cemig (CMIG3) se posiciona como uma das empresas expostas ao ciclo de expansão energética no Brasil.
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