Nesta quarta-feira (18), o presidente-executivo do Carrefour, Alexandre Bompard, apresentou as diretrizes da nova estratégia global da companhia, com foco na expansão da rentabilidade e no fortalecimento de seus principais mercados. França, Espanha e Brasil.
Segundo Bompard, o plano prevê uma redução de custos de 1 bilhão de euros por ano, impulsionada principalmente pela aceleração do modelo de franquias na França e pelo uso intensivo de inteligência artificial, dados e tecnologia ao longo da operação.
De acordo com as projeções divulgadas, a estratégia deve resultar em crescimento de 25% na participação de mercado na França até 2030, além da consolidação da segunda posição da companhia na Espanha.
Além disso, está previsto uma expansão gradual da margem operacional, passando de 2,6% em 2025 para 3,2% em 2028 e alcançando 3,5% em 2030.
O grupo espera gerar um fluxo de caixa livre líquido acumulado de 5 bilhões de euros entre 2026 e 2028. Assim, reforçando a capacidade de investimento e a disciplina financeira ao longo do ciclo estratégico.
Carrefour no Brasil
No Brasil, o plano prevê um aumento da participação de mercado para 20% até 2030. Para atingir esse objetivo, o Carrefour pretende instalar 70 novas lojas do Atacadão, elevando o total para 455 unidades no país.
Como adicional, a varejista anunciou o lançamento da marca própria “Bulnez” no Brasil, que contará com 500 itens disponíveis no Atacadão até 2028, ampliando a estratégia de diferenciação e margens por meio de produtos exclusivos.
Em maio de 2025, o Carrefour encerrou sua negociação na Bolsa Brasileira (B3), fechando o capital após oito anos listado no mercado brasileiro. A decisão, segundo a companhia, teve como objetivo simplificar a estrutura operacional, acelerar decisões estratégicas e aumentar a eficiência, após uma queda de 44% no valor de mercado em relação ao IPO.
Impacto para a varejista
Segundo o presidente-executivo, “o Carrefour está adotando hoje um novo e ambicioso plano estratégico, radicalmente focado no crescimento e na melhoria da rentabilidade.” Este é o terceiro plano estratégico apresentado pelo executivo desde que assumiu a presidência e direção-executiva do grupo, em julho de 2017.
Atualmente, o grupo enfrenta ambiente desafiador, especialmente na França, além de um consumo enfraquecido tanto no mercado francês quanto no brasileiro. Desde o início da gestão de Bompard, os papéis do Carrefour acumulam desvalorização próxima de 29%. Ao mesmo tempo em que a margem operacional recuou desde o início da pandemia.
Segundo a companhia, o objetivo é elevar a margem operacional em mais de 25 pontos-base em relação a 2025, sustentado por um aumento gradual dos investimentos anuais, que devem passar de 1,8 bilhão de euros em 2026 para cerca de 2 bilhões de euros até 2030.
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