O fundo imobiliário BTLG11, sob gestão do BTG Pactual, divulgou nesta quarta-feira (07) o balanço referente ao mês de novembro, com lucro de R$ 34,032 milhões, resultado praticamente estável em relação a outubro, quando havia registrado R$ 34,186 milhões.
No detalhamento dos ativos, o desempenho foi impulsionado principalmente pela receita operacional líquida (NOI), responsável por R$ 30,34 milhões, enquanto o resultado imobiliário alcançou R$ 38,25 milhões.
Com base nesse balanço, o BTLG11 anunciou em dezembro a distribuição de R$ 0,79 por cota em dividendos, com pagamento realizado no dia 23, aos investidores posicionados em 15 de dezembro.
Considerando a cotação do último pregão de novembro, o dividend yield (rendimento de dividendo) mensal foi de 0,77%. No acumulado dos últimos 12 meses, o rendimento atinge 9,1%.
BTLG11 em dezembro
Ainda em dezembro, o fundo avançou de forma relevante em sua estratégia de reciclagem de portfólio. Nesse contexto, recebeu R$ 15,6 milhões referentes à última parcela da venda do ativo BTLG Campinas, operação que gerou um lucro aproximado de R$ 4,3 milhões, equivalente a R$ 0,08 por cota.
Além disso, foram vendidos dois imóveis corporativos em uma operação avaliada em R$ 560,4 milhões, resultando em um ganho de R$ 27 milhões, ou cerca de R$ 0,49 por cota, encerrando por completo a exposição do fundo a ativos corporativos.
Esses imóveis haviam sido adquiridos junto ao portfólio do SARE11, fundo imobiliário do Santander Brasil, na operação realizada em novembro de 2025.
Paralelamente, houve crescimento das receitas provenientes de fundos imobiliários e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) no portfólio, reflexo da maior exposição a esses ativos após a incorporação do SARE11.
Desde essa aquisição, aproximadamente R$ 60 milhões já foram desinvestidos, convertendo-se em caixa para o fundo.
Atual situação da carteira
Recentemente, o BTLG11 concluiu a locação de dois módulos para duas empresas do setor agrícola no ativo BTLG Ribeirão Preto. Ao todo, os espaços somam 10 mil metros quadrados, com contratos firmados por cinco anos, valores alinhados ao mercado e ocupação integral do imóvel.
Por outro lado, no ativo BTLG Embu, houve a saída de uma locatária que ocupava aproximadamente 9,7 mil metros quadrados. No entanto, a área já se encontra em negociação com novos potenciais inquilinos.













