O fundo imobiliário BTLG11, sob gestão do BTG Pactual, registrou resultado de R$ 53,2 milhões em fevereiro, representando um crescimento de 34,17% em relação ao mês anterior, quando havia apurado R$ 39,7 milhões.
O desempenho foi impulsionado pela receita recorrente de locações, que somou R$ 34 milhões, praticamente estável frente aos R$ 34,2 milhões registrados em janeiro. Já as despesas totalizaram R$ 890 mil no período.
BTLG11 realiza pagamento
Diante do resultado, o BTLG11 distribuiu R$ 0,80 por cota em dividendos, mantendo o mesmo patamar do último pagamento. Os proventos foram pagos em 25 de março, considerando a posição dos investidores em 13 de março.
Com base na cotação de R$ 104,01 ao final do mês, o fundo apresenta um dividend yield (rendimento de dividendo) anualizado de 9,3%.
Além disso, vale destacar que os rendimentos de fundos imobiliários seguem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, o que reforça a atratividade do produto.
Novos contratos e revisões
Em fevereiro, o BTLG11 registrou movimentações relevantes em seu portfólio. Entre os destaques, está a assinatura de um contrato para um módulo de 2,7 mil metros quadrados em Ribeirão Preto (SP), com uma empresa do setor varejista. O novo acordo possui prazo de cinco anos e apresenta valor 43% superior ao contrato anterior.
Em paralelo, o fundo concluiu a revisão do contrato do ativo BTLG Louveira IV, com incremento real de 17% no valor do aluguel.

Além disso, foi realizada a revisão contratual de um ativo em Mauá (SP), cuja locatária ocupa 51% da área bruta locável (ABL).
Assim, a renegociação resultou em aumento de 25% no aluguel. Além da extensão do contrato por mais cinco anos, a partir de janeiro de 2027, e do reforço nas garantias contratuais.
Segundo a gestão, contratos com vencimento em 2026 já estão em fase de negociação, com expectativa de novos ganhos reais nos aluguéis.
Portfólio apresenta vacância controlada
Com as movimentações, a vacância física do portfólio permaneceu em 2,9%, mesmo nível observado na vacância financeira, patamar considerado saudável para o segmento logístico.
Ademais, a gestão também destacou que cerca de 80% da área do portfólio já passou por revisões contratuais, acumulando um ganho real de 24% nos aluguéis.
Atualmente, o fundo conta com 34 imóveis, totalizando aproximadamente 1,4 milhão de metros quadrados de ABL. Desse total, cerca de 92% dos ativos estão localizados no estado de São Paulo, principal eixo logístico do país.
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