O fundo imobiliário BTLG11, gerido pelo BTG Pactual, anunciou a conclusão da compra dos três últimos imóveis pertencentes ao portfólio do SARE11, fundo imobiliário do Santander, que deixará de ser negociado na Bolsa de Valores brasileira (B3) após o fechamento do pregão de 23 de outubro.
A operação foi avaliada em R$ 447,7 milhões, representando um desconto de 38% em relação ao valor patrimonial do SARE11. O portfólio adquirido inclui dois imóveis corporativos localizados em São Paulo e um imóvel logístico em Santo André (SP).
O pagamento será realizado integralmente por meio da entrega de 4.300.415 cotas do BTLG11, subscritas pelo SARE11 com recursos provenientes da própria transação, que serão entregues aos investidores como parte do processo de liquidação do fundo.
“A transação reforça a tese de aquisições oportunísticas, permitindo o aumento da exposição no raio 15 km de São Paulo a um custo abaixo do valor de reposição, o fortalecimento do caixa e o potencial ganho de capital com a venda dos ativos corporativos”, afirmou o BTG.
BTLG11 e liquidação do SARE11
A proporção de cotas do BTLG11 que será entregue aos cotistas do SARE11 será divulgada em 2 de dezembro, juntamente com o valor da amortização em dinheiro referente ao caixa remanescente. Na sequência, em 5 de dezembro, ocorrerá a entrega das cotas aos investidores.
As frações de cotas remanescentes serão leiloadas, e os valores líquidos obtidos serão creditados diretamente aos respectivos cotistas.
O encerramento oficial das negociações do SARE11 na B3 ocorrerá a partir de 23 de outubro, e a liquidação completa da operação está prevista para até o final do quarto trimestre de 2025 (4T25).
Os cotistas deverão informar ao administrador o custo médio de aquisição de suas cotas entre 28 de outubro e 27 de novembro, a fim de viabilizar o cálculo correto do Imposto de Renda (IR) e evitar tributação indevida, já que, para a Receita Federal, a operação de incorporação é tratada como alienação de cotas.
Caso o investidor não informe o custo médio dentro do prazo, será considerado o menor valor histórico de negociação das cotas na B3, sem possibilidade de ajuste ou restituição posterior.













