O fundo imobiliário BRCR11, sob gestão do BTG Pactual, anunciou a distribuição de R$ 0,41 por cota em dividendos, referente ao desempenho de maio, mantendo o mesmo patamar registrado nos últimos 12 meses.
Segundo o cronograma, o pagamento está previsto para 15 de junho, para os investidores com posição em 8 de junho, data de corte. A partir de 9 de junho, as cotas passaram a ser negociadas na condição ex-direito.
Ademais, com base na cotação de R$ 44,82 no fechamento de maio, o dividend yield (rendimento de dividendo) mensal do fundo corresponde a 0,91%.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos distribuídos por fundos imobiliários como o BRCR11 são isentos de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas, o que eleva a atratividade do segmento.

Resultado do BRCR11
Embora a distribuição tenha como base o desempenho de maio, o relatório gerencial referente ao período ainda não foi divulgado.
Em abril, o BRCR11 registrou resultado de R$ 12,112 milhões, alta de 11,03% em relação a março, quando apurou R$ 10,909 milhões.
No período, a receita total do fundo alcançou R$ 16,7 milhões, enquanto as despesas somaram R$ 1,9 milhão.
Desocupações e contratos
No fechamento de abril, a vacância financeira do BRCR11 atingiu 8,8% da receita potencial de locação, enquanto a vacância física encerrou o mês em 11,1% da área bruta locável (ABL) total.
As áreas desocupadas concentram-se principalmente no Torre Almirante, com 10.224 metros quadrados vagos. Em seguida aparecem MV9, com 2.758 metros quadrados, EZ Towers, com 1.243 metros quadrados, e Sucupira, com 753 metros quadrados.
Além disso, o Eldorado possui 1.030 metros quadrados disponíveis, com dois novos contratos em fase final de formalização, em valores acima de R$ 230 por metro quadrado.
Já no Diamond, o fundo conduz negociações revisionais para aproximar os aluguéis de R$ 140 por metro quadrado. No EZ Towers, há processo de seleção envolvendo dois inquilinos multinacionais para ocupação de dois e três andares.
Enquanto isso, no Rio de Janeiro, negociações avançadas para três novos contratos podem reforçar o ciclo de absorção iniciado no primeiro trimestre.
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