Com balanço do primeiro trimestre de 2025 (1T25) fortalecendo a reestruturação do Bradesco (BBDC4), o UBS BB reiterou a recomendação de compra para as ações do banco, elevando o preço-alvo de R$ 18 para R$ 21, potêncial valorização de quase 30% ante último fechamento na sexta-feira (30).
Às 16h36 (horário de Brasília), os papéis subiam 0,62%, cotados a R$ 16,30. Acumulando alta anual de 47,58%, ficando acima dos 13,92% do Ibovespa (Ibov) no mesmo período.
Estimativas para o Bradesco
Em relátorio enviado a clientes nesta segunda-feira (2), o UBS BB destacou que o Bradesco se encontra em um cenário de tendências construtivas no curto e médio prazo, com aumento na carteira de crédito, estabilidade na qualidade dos ativos e margens mais positivas.
“A combinação de tendências construtivas no curto e médio prazo, somada a um valuation atrativo, nos leva a reiterar nossa recomendação de compra, mesmo após a forte performance das ações no acumulado do ano”, apontam os analistas.
Eles também ajustaram as projeções para 2025, com lucro de R$ 24 bilhões, aumento de 5% em comparação anual, e 7% em 2026, devido “principalmente à melhora da margem e melhores resultados em seguros”. Enquanto para o retorno sobre patrimônio líquido médio (ROAE), esperam crescimento de 14,4% para este ano e 15,7% para o próximo.
“Nós agora esperamos que o banco alcance um ROAE em linha com o COE (custo de capital) no segundo semestre de 2026”, declararam.
Já para o índice de eficiência, por outro lado, atualmente na casa dos 50%, o Bradesco enxerga uma queda para aproximadamente 40% até 2028, por conta da otimização da rede física e iniciativas de controle de custos.
Analistas apontam que a cada ponto percentual (p.p.) de melhora, é gerado um impulso, ou seja, a redução de 1 ponto no índice pode significar o aumento de 0,6 ponto percentual (p.p.) da rentabilidade, por exemplo, aponta o UBS BB.
“Vemos espaço significativo para o Bradesco melhorar esse indicador nos próximos anos”. A expectativa é de que o Bradesco alcance uma rentabilidade em linha com o custo de crédito no segundo semestre de 2026 (2S26).
Atualmente o banco é negociado a 0,95 vez o valor patrimonial (P/VPA), o que equivale a um desconto de cerca de 15% em relação à média histórica de 1,1 vez. Para o UBS BB, ainda há espaço para uma nova rodada de precificação.






