O Banco Central (BC) divulgou nesta segunda-feira (13) uma nova edição do Boletim Focus, com redução das estimativas para a inflação de 2026 pela segunda semana consecutiva. Em paralelo, as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) e a Selic permaneceram praticamente estáveis.
A mediana das projeções dos economistas consultados passou a indicar um Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 5,16% para 2026, ante 5,30% na semana anterior.
O levantamento reúne estimativas de mais de 100 instituições financeiras e foi influenciado pelos dados do IPCA de junho, que desacelerou para 0,16%, abaixo das expectativas do mercado. No acumulado de 12 meses, a inflação também perdeu força, passando para 4,64%.

Projeção para inflação
Para 2027, a estimativa para a inflação avançou de 4,18% para 4,20%. Já para 2028, permaneceu em 3,70% pela terceira semana consecutiva, enquanto a projeção para 2029 seguiu em 3,50%, nível mantido há 45 semanas.
Em relação ao IGP-M, a projeção para 2027 permaneceu em 4,10%, após as altas observadas nas semanas anteriores. Para 2028, a estimativa recuou de 3,85% para 3,82%, enquanto 2029 permaneceu em 3,77%, estável pela quarta semana consecutiva.
Já para itens administrados, como energia elétrica, combustíveis e tarifas públicas, a expectativa permaneceu em 3,85% para 2026, enquanto as projeções para 2027 e 2028 seguiram em 3,50%.
Boletim Focus aponta corte na Selic
Segundo o Boletim Focus, os economistas mantiveram a expectativa de que a taxa básica de juros (Selic) encerre 2026 em 14% ao ano, ante o patamar atual de 14,25%, o que implica um corte de 0,25 ponto percentual (p.p.).
Para 2027, a projeção permaneceu em 12% ao ano, estável pela quarta semana consecutiva. Já para 2028, a expectativa segue em 10,50%, enquanto 2029 continua projetada em 10% ao ano, nível mantido há dez semanas.
Estimativa para o PIB
Em relação à atividade econômica, os analistas mantiveram a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,99% para 2026, repetindo a projeção da semana anterior.
Para 2027, a expectativa foi reduzida de 1,69% para 1,65%. Já as projeções para 2028 e 2029 permaneceram em 2%, patamar que se mantém estável há 122 e 69 semanas, respectivamente.
O PIB representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é o principal indicador utilizado para medir o desempenho da economia brasileira.
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