As criptomoedas operam em queda nesta sexta-feira (05), em meio ao aumento da aversão ao risco nos mercados globais após a divulgação de dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos. Com isso, o Bitcoin (BTC) chegou a atingir o menor patamar desde 2024.
Por volta das 18h (horário de Brasília), a maior criptomoeda do mundo recuava 2,56%, cotada a US$ 61.647,8. Considerando as últimas 24 horas, a queda era ainda mais intensa, de 5,26%, sendo negociada a US$ 60.291,74.
Além disso, a moeda digital chegou a romper momentaneamente o nível de US$ 60 mil, atingindo a menor cotação desde outubro de 2024. No acumulado dos últimos sete dias, o ativo registrava perdas de 18,04%.
Mesmo diante da queda, o Bitcoin mantinha valor de mercado estimado em aproximadamente US$ 1,21 trilhão, com volume financeiro negociado de US$ 66,08 bilhões nas últimas 24 horas.

Criptomoedas operam no vermelho
Ao mesmo tempo, o Ethereum (ETH) registrava desempenho ainda mais negativo, com queda de 11,38%, sendo negociado a US$ 1.573,08. Enquanto no acumulado semanal, a segunda maior criptomoeda do mercado apresentava desvalorização próxima de 22%.
O ativo possuía valor de mercado de aproximadamente US$ 189,85 bilhões, enquanto o volume financeiro movimentado nas últimas 24 horas alcançava US$ 36,66 bilhões.
Já a Tether (USDT), principal stablecoin do mercado, permanecia praticamente estável, cotada a US$ 0,9993. Além disso, o CMC20, índice que reúne algumas das principais criptomoedas do mercado, registrava queda de 7,19% nas últimas 24 horas.
Payroll dos EUA derruba Bitcoin
Nesta sexta-feira, os investidores acompanharam a divulgação do payroll de maio dos Estados Unidos, indicador que mostrou a criação de 172 mil vagas de trabalho. O resultado veio acima das expectativas do mercado, cujo consenso apontava entre 80 mil e 85 mil novos postos de trabalho.
Com um mercado de trabalho mais aquecido, aumentam as apostas de que o Federal Reserve (Fed) mantenha juros elevados por mais tempo, reduzindo a probabilidade de cortes nas próximas reuniões.
Assim, o cenário costuma pressionar ativos considerados mais arriscados, como ações de crescimento e criptomoedas.
Além disso, analistas também destacaram a concorrência por fluxo de capital entre o mercado cripto e empresas ligadas à tecnologia.
“À medida que o capital global continua fluindo para ações de inteligência artificial e tecnologia de grande capitalização, os ativos digitais precisam competir com esses setores de alto crescimento pela alocação dos investidores”, disse Dean Chen, analista da corretora Bitunix.
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