Dando continuidade à Operação Compliance Zero, que investiga um amplo esquema de fraudes envolvendo o Banco Master e a prisão de Daniel Vorcaro, controlador da instituição, a Polícia Federal (PF) realizou, na manhã desta quarta-feira (14), uma série de buscas em endereços ligados ao empresário.
Dessa forma, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), além do bloqueio de valores e bens que ultrapassam R$ 5,7 bilhões.
Entre os alvos da operação estão a irmã de Vorcaro, seu cunhado e um primo, além do fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, João Carlos Mansur, e do investidor Nelson Tanure.
“As medidas visam interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações”, destacou a PF.
Entenda o caso do Banco Master
Em 18 de novembro de 2025, a Polícia Federal prendeu Daniel Bueno Vorcaro durante a primeira fase da Operação Compliance Zero. O empresário é investigado por suspeitas de envolvimento em um esquema de criação e negociação de títulos de crédito inexistentes, que teria operado dentro de instituições do Sistema Financeiro Nacional.
Além disso, segundo documentos da investigação, o Banco Master teria repassado ao Banco de Brasília (BRB) cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras fictícias, apresentando documentos falsificados ao Banco Central (BC).
Anteriormente, o BRB havia demonstrado interesse em adquirir 58% do Banco Master, em uma operação estimada em R$ 2 bilhões, que resultaria na formação de um grupo com aproximadamente R$ 100 bilhões em ativos.
No entanto, a transação foi barrada pelo Banco Central em setembro, sob a justificativa de falta de viabilidade e alto risco.
No período, o Departamento de Resolução e de Ação Sancionadora (Derad) do BC decretou a liquidação do Banco Master, após a prisão de seu controlador e a conclusão de que a instituição não possuía condições de honrar seus compromissos.
Vorcaro teve a prisão relaxada dias depois e, atualmente, encontra-se em prisão domiciliar, enquanto o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado por 60 dias.
Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o caso pode representar a maior fraude bancária da história do país, exigindo cautela máxima diante do risco sistêmico. “O entendimento agora é comum e as coisas vão caminhar para o lado certo“, afirmou.











