As ações do Banco do Brasil (BBAS3) iniciaram a semana em alta após liderar uma captação de R$ 1,5 bilhão no quarto leilão do Eco Invest Brasil, programa federal voltado à atração de investimentos privados para projetos sustentáveis.
No fechamento da sessão, os papéis BBAS3 avançaram 3,39%, cotados a R$ 21,62. Além disso, o BB figurou entre as ações mais negociadas da B3 nesta segunda, movimentando cerca de R$ 209,9 milhões em volume financeiro.

Captação do Banco do Brasil
Segundo o Banco do Brasil, a operação foi estruturada com alavancagem superior a quatro vezes, permitindo potencial de aproximadamente R$ 6,4 bilhões em investimentos.
A rodada do Eco Invest Brasil é direcionada a projetos relacionados à sociobioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura na Amazônia Legal.
Na primeira etapa, o banco captou R$ 800 milhões, viabilizando oferta total de R$ 4,8 bilhões para 31 empresas. Já na segunda fase, a instituição captou R$ 4,2 bilhões e estruturou uma oferta de R$ 6,8 bilhões.
Enquanto isso, a terceira etapa contou com captação de R$ 1 bilhão, com potencial de investimento de até R$ 3 bilhões em participações voltadas à transição energética, economia circular e infraestrutura.
“Ao direcionar recursos a projetos com potencial transformador na Amazônia Legal, o Banco reforça seu papel como indutor do desenvolvimento regional, da inovação e da economia de baixo carbono”, afirmou o vice-presidente de Governo e Sustentabilidade do BB, José Ricardo Sasseron.
Setor bancário e agronegócio
Além da agenda de sustentabilidade, as ações do Banco do Brasil (BBAS3) também reagiram positivamente à proposta do governo federal de encaminhar ao Congresso uma medida provisória (MP) para renegociação de dívidas de produtores rurais.
O objetivo da iniciativa é destravar crédito no agronegócio, especialmente para produtores afetados por perdas recentes e com dificuldade de acesso a novas linhas de financiamento.
Segundo o governo, a proposta deve priorizar pequenos e médios produtores, com prazos maiores e juros abaixo dos níveis praticados pelo mercado.
Na avaliação do Bradesco BBI, a medida reforça a atuação contracíclica do governo em um segmento considerado estratégico para os bancos brasileiros.
O banco destaca ainda que o impacto tende a ser mais positivo para o Banco do Brasil, devido à sua elevada exposição ao crédito rural.
“De um ponto de vista mais amplo, a medida ajuda a suavizar a inadimplência no ciclo 2026 e 2027, reforçando nossa tese de estabilização gradual da qualidade de ativos [do Banco do Brasil]”, afirma o BBI.
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