Com o aumento do fluxo de investidores estrangeiros no mercado financeiro brasileiro, as ações da B3 (B3SA3) se destacaram na ponta positiva do Ibovespa (Ibov) nesta sexta-feira (06). O movimento acompanha a revisão de recomendação do UBS BB para a companhia.
Por volta das 15h32 (horário de Brasília), os papéis avançavam 4,24%, cotados a R$ 16,95, liderando o ranking de desempenho do Ibov na sessão. Na máxima intradiária, a alta chegou a 5,10%, quando a ação atingiu R$ 17,09.
Em relação ao volume financeiro, a B3 registrava cerca de 20,8 mil negócios, com movimentação aproximada de R$ 544,9 milhões, figurando como o terceiro papel mais negociado do dia na Bolsa.
UBS BB revisa recomendação para B3
Em relatório divulgado nesta sexta-feira, o UBS BB revisou sua recomendação para as ações da B3, elevando de neutra para compra. Além disso, o banco ajustou o preço-alvo de R$ 16 para R$ 19,50 para os próximos 12 meses, o que representa um potencial de valorização de 19,9% em relação ao fechamento desta quinta-feira (05), a R$ 16,26.
Segundo o documento, o banco projeta melhora nas perspectivas de receitas em todas as frentes de atuação da companhia. No caso das receitas cíclicas, ligadas ao principal negócio da B3, a expectativa é de crescimento impulsionado por maiores volumes negociados, favorecidos pelo ciclo de afrouxamento monetário e pela volatilidade associada ao cenário eleitoral.
Além disso, o UBS BB avalia que a normalização do ambiente macroeconômico pode estimular uma recuperação gradual dos volumes, especialmente após três anos consecutivos de patamares mais baixos de negociação.
“Em relação à concorrência, enxergamos impactos mínimos, ao menos no curto prazo, já que novos players ainda estão ganhando tração e/ou aguardando aprovações regulatórias”, destacou o banco.
Projeções para 2026
Atualmente, segundo o UBS BB, a B3 negocia com desconto de aproximadamente 35% em relação às bolsas de mercados emergentes e de 31% frente às bolsas globais, patamares próximos aos descontos históricos, que variam entre 34% e 36%, respectivamente.
Por fim, o banco estima um ADTV (volume médio diário negociado) de R$ 31,5 bilhões em 2026 e de R$ 32,7 bilhões em 2027, valores 13% superiores às projeções anteriores. Já para o lucro líquido, a expectativa é de R$ 6,0 bilhões em 2026, crescimento de 10% na comparação anual, avançando para R$ 6,4 bilhões em 2027.
Ademais, em meio a retomada do interesse estrangeiro e expectativa de queda dos juros, empresas diretamente expostas ao aumento de volumes negociados tendem a ganhar relevância. Para acompanhar análises aprofundadas sobre esse cenário e identificar oportunidades alinhadas ao novo ciclo de mercado, os investidores podem conferir as carteiras recomendadas da Orion Research. Clique aqui!













