O fundo imobiliário BTHF11, gerido pelo BTG Pactual, apresentou um avanço significativo no desempenho de outubro. O lucro líquido alcançou R$ 22,848 milhões, equivalente a R$ 0,111 por cota, uma alta de 37,17% em comparação com setembro, quando o resultado foi de R$ 16,657 milhões.
No período, a receita total atingiu R$ 24,428 milhões, incluindo R$ 25,102 milhões provenientes das receitas recorrentes. Já as despesas operacionais ficaram em cerca de R$ 1,579 milhão.
Além disso, parte do desempenho foi impulsionada pelo resultado da transação envolvendo a EZTB, reconhecido na DRE como “receita ativo real”, somado às distribuições do Shopping Pátio Maceió.
Com isso, a gestora distribuiu R$ 0,092 por cota em dividendos, mantendo uma postura de cautela diante do cenário incerto para 2026. O pagamento ocorreu em 14 de novembro, com base na posição de 7 de novembro.
Considerando a cotação de R$ 8,48 na data de corte, o fundo entregou 1,08% de dividend yield (rendimento de dividendo) no mês. No acumulado do ano, o BTHF11 soma um retorno total de 22,6% (YTD), superando amplamente os 15,2% do IFIX no mesmo período.
Carteira do BTHF11 em outubro
Em outubro, o fundo realizou diversas operações relevantes, sendo a principal a aquisição do CRI LATAM-GRU, vinculado ao financiamento do centro de manutenção da LATAM no Aeroporto de Guarulhos (GRU). A estrutura conta ainda com fiança bancária do Bradesco, o que reforça a segurança da operação.
Em relação aos CRIs, o fundo investiu R$ 10,3 milhões em aquisições com taxa média de IPCA + 12,81% ao ano. A gestão também ampliou a posição em TEND3.
Além disso, o portfólio do BTHF11 registrou aumento na taxa média e na exposição a papéis atrelados ao IPCA no encerramento de outubro, considerados atrativos por oferecerem taxa elevada e uma duration de 3,1 anos.
Por fim, a composição estava dividida entre FIIs de tijolo (31,6%), FIIs de papel (26,5%), CRIs (17,7%), ativos reais (14,1%), caixa (9,5%) e ações (0,7%).






