As ações da MRV (MRVE3) figuraram entre as maiores quedas do Ibovespa (Ibov) nesta terça-feira (7), após a companhia divulgar a prévia operacional do terceiro trimestre de 2025 (3T25). Os papéis encerraram o pregão com forte recuo de 12,12%, cotados a R$ 6,31.
Apesar da geração de caixa positiva de R$ 30,4 milhões, revertendo a queima de R$ 38,2 milhões registrada no trimestre anterior (2T25), os resultados não agradaram o mercado.
Segundo a construtora, os lançamentos somaram R$ 2,35 bilhões entre julho e setembro, uma queda de 9,4% em relação ao mesmo período de 2024, enquanto as vendas líquidas caíram 0,5%, totalizando R$ 2,4 bilhões no trimestre.
A velocidade de vendas (VSO) foi de 22,6%, representando redução anual de 9,8 pontos percentuais (p.p.) frente aos 32,4% de um ano antes.
MRV (MRVE3): O que dizem os analistas?
O Itaú BBA classificou os resultados como fracos e abaixo das expectativas, embora as vendas tenham se mantido resilientes. “Os lançamentos não cresceram muito e ficaram abaixo das nossas projeções. A MRV lançou 8.752 unidades em suas plataformas (MCMV, Sensia e Urba), totalizando R$ 2,43 bilhões no 3T25, 28% abaixo das nossas expectativas.”
O BBA também destacou como ponto mais crítico a queima de caixa gerencial de R$ 37 milhões no trimestre, com resultado negativo em todas as divisões. A instituição manteve recomendação neutra para o papel, com preço-alvo de R$ 9.
O BTG Pactual seguiu a mesma linha, afirmando que a recuperação da MRV está mais lenta do que o previsto, o que pode dificultar uma expansão dos múltiplos da companhia.
“A MRV reportou números operacionais fracos, com vendas e consumo de caixa abaixo do esperado nas operações no Brasil e nos Estados Unidos”, disse o banco, com recomendação de compra para o MRVE3. “As ações continuam com desconto e há grande potencial de valorização assim que os resultados se normalizarem“, afirmou o banco, mantendo recomendação de compra.
Já o Citi adotou tom mais cauteloso, destacando uma diferença de cerca de 2 mil unidades entre os números de produção e repasse, o que representa cerca de 19% das vendas do 3T25.
“Já esperávamos reação negativa das ações, uma vez que os números operacionais parecem pouco inspiradores. Também esperávamos uma geração de caixa mais forte, considerando o melhor ritmo de repasses e a sazonalidade”, afirmaram os analistas do Citi.






