Com o anúncio da implementação de todas as condições da incorporação de ações da Marfrig (MRFG3) e da BRF (BRFS3), feito nesta segunda-feira (22), as ações da Marfrig passaram a ser negociadas na Bolsa brasileira (B3) sob o novo ticker MBRF3 a partir desta terça-feira (23).
A estreia, no entanto, foi marcada por desempenho negativo. Às 10h50 (horário de Brasília), os papéis da companhia caíam 1,52%, cotados a R$ 20,80. Na abertura do pregão, chegaram a subir 2,37%, a R$ 21,62, mas não sustentaram o patamar.
Divisão das ações
A nova empresa surge como uma das maiores do setor alimentício global, com receita anual de R$ 162 bilhões, reunindo marcas como Sadia, Perdigão, Qualy, Bassi e Banvit, distribuídas em mais de 117 países.
Com a conclusão da incorporação, o Conselho de Administração da Marfrig informou que houve aumento de capital social, além da emissão de 602.799.006 novas ações, destinadas aos acionistas da BRF na data do fechamento, 22 de setembro, exceto à própria Marfrig.
Assim, foram entregues 0,8521 ações ordinárias da Marfrig para cada 1 ação da BRF. As novas ações foram creditadas nesta terça-feira (23) nas respectivas contas dos acionistas.
MBRF (MBRF3): Opinião do mercado
No anúncio do encerramento, o fundador da Marfrig e controlador da MBRF, Marcos Molina, afirmou que o processo representa “não apenas o nascimento de uma empresa, mas inaugura uma nova era para o setor: uma empresa multiproteínas com escala global, que integra inovação, tecnologia, excelência e protagonismo na indústria alimentícia”.
Entre as casas de análise, o Santander mantém recomendação neutra para MBRF3, com preço-alvo de R$ 20, citando o nível elevado de alavancagem esperado após a fusão, apesar da maior diversificação.
Já o Goldman Sachs tem recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 30,20, acima da projeção anterior de R$ 26,50. Segundo o banco, a revisão decorre do forte momento de curto prazo da BRF na América do Sul e no Uruguai.






