Com a Super Quarta (17) se aproximando, o JP Morgan avalia o desempenho do Banco Central (BC) e as mudanças na política monetária. Para a instituição, os avanços observados nos indicadores em direção à meta ainda não são suficientes para justificar uma mudança na taxa básica de juros (Selic), atualmente em 15% ao ano.
A visão é semelhante à de grande parte do mercado, que também espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha a taxa estável na próxima reunião, enquanto o Federal Reserve (Fed, equivalente ao BC dos Estados Unidos) deve cortar os juros do país em 0,25 ponto percentual.
Ambas as decisões ocorrem nesta quarta-feira, conhecida como “Super Quarta”, quando são anunciadas as definições sobre as taxas básicas de juros dos Estados Unidos e do Brasil.
Além disso, investidores também acompanham indicadores importantes, como o IBC-Br e o Boletim Focus no Brasil, além das vendas no varejo e da produção industrial nos EUA.
Impactos da Selic
Desde que foi elevada para 15% ao ano, a Selic tem impactado a atividade econômica, que desacelerou junto da confiança empresarial e do crescimento do crédito. A medida também contribuiu para a queda da inflação em relação ao pico registrado no início de 2025, além de valorizar o câmbio.
Os especialistas, no entanto, avaliam que, embora o crescimento do emprego tenha moderado, o mercado de trabalho segue aquecido e o hiato do produto permanece positivo. A inflação cheia, a subjacente, a de serviços, as expectativas e as projeções do BC continuam bem acima do centro da meta, afirmam os economistas Cassiana Fernandez, Mirella Sampaio e Vinicius Moreira.
Considerando o ambiente externo incerto, a economia doméstica em meio a uma desaceleração desigual e o mercado de trabalho ainda dinâmico, a inflação segue incompatível com a meta de 3%, com poucas alterações no balanço de riscos. “Prevemos apenas ajustes marginais no comunicado da próxima semana”, escrevem Fernandez, Sampaio e Moreira em documento.
Ademais, o JP Morgan destaca que enquanto o crescimento econômico permanecer contido, essa tendência deve se manter no quarto trimestre deste ano (4T25).






