As ações da Vale (VALE3) figuram entre os destaques do Ibovespa (Ibov), principal índice da Bolsa brasileira (B3), nesta segunda-feira (15). O movimento ocorre após o BTG Pactual revisar suas projeções para a companhia, elevando o preço-alvo de US$ 10 para US$ 11 para os ADRs, mas mantendo a recomendação neutra.
Segundo o banco, mesmo com avanços na estratégia comercial e na disciplina de investimentos, o valuation atual não oferece margem de segurança suficiente para uma recomendação de compra.
No momento, a Vale busca ajustar seu portfólio para reduzir descontos em relação ao índice internacional e capturar prêmios de preço. Essa estratégia pode gerar ganhos entre US$ 1 e US$ 3 por tonelada, o que representa mais de US$ 500 milhões ao ano em Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda).
O BTG também revisou suas projeções para o preço do minério de ferro. Para 2025, a estimativa passou de US$ 95 para US$ 100 por tonelada, enquanto para 2026 subiu de US$ 85 para US$ 92,5.
Além disso, o banco projeta uma nova redução no capex para 2025, agora entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,7 bilhões, após já ter sido ajustado para US$ 5,9 bilhões no início do ano. Para 2026, a expectativa é que o valor se mantenha abaixo de US$ 6 bilhões.
Dividendos do Vale (VALE3)
No cenário atual, o BTG aponta que a Vale tem espaço para reforçar a remuneração aos acionistas. “A mensagem do CFO da companhia é clara: com o minério de ferro em torno de US$ 100 por tonelada, há espaço para (alguns) dividendos extraordinários”, diz o documento.
Com a projeção de queda da dívida líquida, para a faixa de US$ 15 bilhões a US$ 16 bilhões até o fim de 2025, deve haver margem para pagamentos adicionais entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão. O corte no capex também deve contribuir para esse movimento.
Segundo dados da Status Invest, nos últimos 12 meses a Vale (VALE3) distribuiu dividendos com um dividend yield (rendimento de dividendo) de 7,93%.






