O BTG Pactual revisou as recomendações para o fundo imobiliário MCCI11, gerido pela Mauá Capital Real Estate, reiterando compra para as cotas, com preço-alvo em R$ 98,00, o que equivale a um potêncial de valorização de 11,2% frenta a atual cotação, de R$ 88,10.
Segundo o BTG, a recomendação é impulsionada pelo atual cenário do FII, que se encontra bem posicionado para manter os dividendos em linha com o teto do guidance, de R$ 1,00 por cota para o semestre.
O banco destaca que o acúmulo de reservas e à exposição relevante do portfólio a ativos indexados ao Índice de preços ao consumidor (IPCA), reforça essa projeção e oferece espaço para ganhos de capital.
Além disso, a cota do MCCI11 apresenta atualmente um deságio de 5% em relação ao valor patrimonial (P/VP), situando-se em níveis mais atrativos do que outros ativos com perfil de risco semelhante. A taxa interna de retorno (TIR) estimada é de IPCA + 11% ao ano, enquanto o dividend yield (rendimento de dividendo) anual está projetado em 13,5%.
A XP Investimentos também elogia o desempenho operacional do fundo, destacando a gestão ativa, a qualidade da carteira de crédito e as garantias robustas.
Novas alocações do MCCI11
O BTG Pactual explica que, ao longo do primeiro semestre deste ano (1S25) o MCCI11 realizou novas alocações estratégicas, como o CRI Pirelli, com investimento de R$ 80 milhões a uma taxa de IPCA + 8% ao ano.
“Como resultado destas e outras movimentações de reciclagem de portfólio feitas pela gestora, observamos um aumento no carrego e uma maior diversificação de devedores, ao passo que a duration foi mantida em 4,2 anos”, diz o banco.
Ainda no início de 2025, o fundo registrou ganhos de cerca de R$ 202 milhões com o pré-pagamento de CRIs do Grupo CB, lastreados em imóveis logísticos ofertados como garantia ao MCLO11, outro FII gerido pela Jive Mauá.
Ademais, o MCCI11 acumulou R$ 4 milhões adicionais, equivalentes a R$ 0,24 por cota, referentes a multas contratuais, reforçando o aumento do caixa e das reservas.






