O Ibovespa (Ibov), principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), registrou mais um feito histórico nesta quinta-feira (28) ao ultrapassar sua máxima intradia, alcançada em 4 de julho, quando fechou em 141.264 pontos. Durante o pregão, o índice chegou aos 142.138,27 pontos, mas encerrou a sessão com alta de 1,32%, aos 141.049 pontos, o segundo maior fechamento da história.
Ainda na quinta-feira, o dólar fechou em queda de 0,19%, cotado a R$ 5,4062. Já nesta sexta-feira (29), tanto o Ibov quanto a moeda norte-americana operam em alta, avançando 0,58% (141.865 pontos) e 0,30% (R$ 5,4285), respectivamente.
Enquanto o Ibov valorizava, o mercado acompanhava a megaoperação da Polícia Federal contra um esquema bilionário do PCC no setor de combustíveis.
Nos Estados Unidos, os investidores também monitoravam os desdobramentos do impasse entre o Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA) e o presidente Donald Trump.
Em documento oficial, a diretora do Fed, Lisa Cook, entrou com uma ação judicial contra sua demissão, solicitada por Trump, alegando que o presidente violou a lei federal, que só permite a destituição de diretores do Fed por justa causa.
Megaoperação da PF
Com a megaoperação da PF na Avenida Faria Lima, principal centro financeiro do país, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que a Receita Federal passará a fiscalizar fintechs com o mesmo rigor aplicado aos grandes bancos a partir desta sexta-feira (29).
“As fintechs, a partir de amanhã, terão que cumprir rigorosamente as mesmas obrigações que os grandes bancos”, disse Haddad. O objetivo é reforçar o combate à lavagem de dinheiro e ampliar o poder de fiscalização tributária sobre essas instituições, que vêm sendo utilizadas em esquemas do crime organizado. explicou o ministro.
Alta do Ibovespa anima o mercado
De acordo com o Itaú BBA, o Ibovespa caminha para um novo movimento de alta, e pode atingir 150 mil pontos no médio prazo, podendo alcançar até 165 mil pontos. A análise é um reflexo do otimismo do mercado, que foi alimentado pela nova valorização.
Para os analistas, o cenário internacional favorável continua a exercer uma influência positiva sobre o mercado brasileiro. Eles apontam que em um cenário de reversão, o primeiro suporte relevante está em 137.200 pontos.






