O mercado de capitais tem ampliado sua participação no financiamento do agronegócio brasileiro, e os Fiagros surgem como instrumento fundamental nesse movimento. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o setor já acumula cerca de R$ 40 bilhões em investimentos, com amplo potencial de valorização.
A diretora da Anbima, Flavia Palacios, projeta um crescimento de até cinco vezes nesse mercado, mas ressalta os desafios. Entre eles, estão a necessidade de maior divulgação de resultados para atrair novos investidores e a oferta de conhecimento sobre as particularidades dos instrumentos de crédito voltados ao agro. “É preciso aprofundar o conhecimento da Faria Lima sobre o campo e do campo em relação ao mercado de capitais”, afirmou.
Na mesma linha, o superintendente de Securitização e Agronegócio da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Bruno Gomes, destacou que a expansão do agronegócio no mercado de capitais ocorre em razão da limitação de recursos públicos, o que inviabiliza a ampliação de subsídios governamentais.
Atualmente, o setor responde por cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, mas apenas 3,5% dessa atividade passa pelo mercado de capitais. Para Gomes, isso evidencia um espaço significativo de crescimento: “Está aparecendo a necessidade de buscar fontes alternativas de financiamento”, disse.
SNAG11 financia mercado
O SNAG11, Fiagro da Suno Asset, é um dos principais exemplos de como o mercado pode gerar retornos consistentes. Desde sua listagem na Bolsa brasileira (B3), o fundo mantém 100% de adimplência em sua carteira.
Com distribuição mensal de dividendos, o SNAG11 apresenta estabilidade nos rendimentos. No próximo dia 25 de agosto, o fundo pagará R$ 0,11 por cota, oitavo mês consecutivo nesse patamar. O pagamento se refere ao desempenho de julho e tem data de corte em 15 de agosto.
O desempenho é atribuído à montagem cautelosa da carteira, que prioriza investimentos high grade. Atualmente, o fundo está entre os 10 maiores Fiagros do país, com patrimônio líquido de R$ 620,6 milhões, aplicados em operações de crédito pulverizadas entre mais de 250 devedores.






