As ações do Banco do Brasil (BBAS3) voltaram a subir nesta segunda-feira (4), figurando entre os destaques positivos do Ibovespa (Ibov), principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3). Na última sexta-feira (1), os papéis haviam recuado quase 7%.
Às 16h17 (horário de Brasília), os ativos registravam 2,78%, valendo R$ 18,85.
A forte redução na sexta-feira foi decorrente da divulgação, feita pelo Banco Central (BC), do balanço de maio da companhia, que apresentou um lucro líquido bem abaixo das expectativas do mercado, totalizando R$ 516 milhões.
Em comparação, em maio de 2024 esse lucro foi de R$ 3,475 bilhões, e de R$ 1,735 bilhão em abril deste ano, o que representa uma queda de 85,14% e 70,27%, respectivamente. “Se as tendências atuais persistirem, o lucro do segundo trimestre deve ficar na faixa entre R$3,5 bilhões e R$4 bilhões, abaixo da nossa estimativa de R$4,6 bilhões”, afirmaram os analistas do Safra.
O BTG Pactual, que já havia publicado um relatório cauteloso para o BB na véspera dos dados do BC, voltou a revisar para baixo suas projeções para os resultados do banco em 2025.
“Levando em conta os resultados de abril e maio, seria necessário um forte salto em junho para fechar essa lacuna, o que parece improvável, especialmente diante da deterioração contínua da inadimplência no setor do agronegócio”, explicaram.
“Ao multiplicar os números de abril e maio por 1,5 vez e ajustar pelas diferenças entre os dados do BC e os números reportados, estimamos um lucro de R$3,35 bilhões para o BB no segundo trimestre — 24% abaixo da nossa projeção. […] Se anualizarmos essa estimativa de lucro do segundo trimestre junto com os números já divulgados no primeiro trimestre, o BB provavelmente apresentará um ROE (retorno sobre o patrimônio) abaixo de 10% em 2025”, acrescentaram.
Com esse cenário, o BTG cortou o preço-alvo do BBAS3 de R$ 24 para R$ 19,70, mantendo recomendação neutra para os papéis. A revisão mais severa ocorreu em 31 de julho, quando o preço-alvo foi reduzido de R$ 30 para R$ 24.
BBAS3 opera em alta
Ainda não se sabe o que leva o BBAS3 a operar em alta nesta segunda-feira (4). Porém investidores acreditam que a recuperação possa estar relacionada à percepção de que o banco não será impactado pela aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Na sexta, o mercado especulava que as sanções internacionais pudessem impactar o BB, já que Moraes mantém conta e recebe salário no banco. No entanto, analistas avaliam que o risco de sanção direta à instituição financeira é baixo.
Ainda assim, com apenas dois dias de pregão úteis em agosto, o BBAS3 acumula queda de 4,42% no mês.






