Mesmo diante do cenário adverso com a tarifa de 50% sobre a exportação de produtos brasileiros aplicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e das recentes quedas da Bolsa de Valores brasileira (B3), os investidores seguem avaliando o mercado local como “barato”.
Segundo pesquisa do BTG Pactual divulgada na última quinta-feira (31), o Ibovespa (Ibov), principal índice da B3, deve se manter estável no patamar entre 130 mil e 140 mil pontos. Na tarde desta segunda-feira (4), às 14h46 (horário de Brasília), o índice operava em leve alta de 0,08%, aos 132.548 pontos.
“O mercado parece vulnerável aos desdobramentos das tarifas no curto prazo e altamente suscetível aos fluxos estrangeiros, que têm ditado os movimentos dos preços ultimamente”, escreveram os especialistas do banco.
B3: Pesquisa do BTG
De acordo com o levantamento, 63% dos participantes acreditam que o Ibovespa segue subvalorizado, um avanço de 9 pontos percentuais (p.p.) em relação à pesquisa anterior, realizada em maio. A expectativa de que o índice se mantenha entre 130 mil e 140 mil pontos foi compartilhada por 29% dos entrevistados.
“A correção recente parece ter aberto algumas oportunidades, mas percebemos alguma cautela em aumentar o risco”, afirmaram os estrategistas.
Entre os temas de maior destaque, as eleições presidenciais de 2026 foram citadas por 70% dos gestores, um crescimento expressivo em relação aos 51% registrados anteriormente. Em segundo lugar, 18% mencionaram as preocupações fiscais como pauta principal, uma queda de 15 p.p. na mesma base de comparação.
Para o futuro das aliquotas de 50%, é estimado uma redução nos próximos meses por 60% dos participantes. “Isso pode significar que alguns estão vendo a queda mais como uma oportunidade gradual de compra”, disseram os estrategistas.
A pesquisa também identificou os setores mais atrativos na visão dos gestores. O setor de serviços básicos lidera como a posição comprada mais popular, com 30% das menções. Em seguida vem o setor imobiliário, com 19%, impulsionado principalmente pela habitação de baixa renda. Por fim, o setor financeiro aparece com 16% da preferência dos participantes.






