O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a falar sobre as tarifas globais, estimando que o país estabeleça alíquotas-base entre 15% a 20% sobre importações de países que não fecharem acordos comerciais bilaterais com os EUA até sexta-feira (1º) — data em que o tarifaço entra em vigor.
“Para o mundo, eu diria que ficará em torno de 15% a 20% […] Eu só quero ser gentil. Eu diria que na faixa de 15% a 20%, provavelmente um desses dois números”, disse Trump a repórteres, sentado ao lado do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, em seu resort de golfe em Turnberry, na Escócia.
O líder norte-americano também informou que, em breve, o governo enviará cartas para cerca de 200 nações, notificando-as sobre a taxa tarifária esperada sobre as exportações com destino aos EUA.
No entanto, o republicano não esclareceu se todos os territórios sem acordo individual com os Estados Unidos estão sujeitos à medida. “Vamos estabelecer uma tarifa para essencialmente o restante do mundo, e é isso que eles vão pagar se quiserem fazer negócios nos Estados Unidos, porque não dá para sentar e fazer 200 acordos”, afirmou.
Tarifas para o Brasil
Em abril, Trump já havia aplicado tarifas de 10% sobre a maioria dos países, elevando esse percentual para alguns, como o Brasil, que passou de uma alíquota de 10% para 50%, tornando-se um dos mais afetados com a medida.
A situação do país sul-americano, por outro lado, continua indefinida. Faltando poucos dias para a entrada em vigor da decisão de Trump, o governo brasileiro ainda não obteve avanços relevantes nas tentativas de negociação com Washington.
A equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que já enviou duas propostas de reversão das tarifas, mas nenhuma delas obtiveram repostas. Nesta segunda-feira (28), o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, chega em Nova York com o objetivo de destravar o andamento das negociações.






