As ações do MRV (MRVE3) operam na ponta positiva do Ibovespa (Ibov), principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), chegando a subir mais de 5%, em decorrência das revisões positivas do Santander e XP Investimentos.
Às 16h19 (horário de Brasília), os papeís disparavam 5,37%, cotados a R$ 6,28.
Nesta terça-feira (22), o Santander divulgou em relatório, o novo preço-alvo do MRVE3 para o fim de 2026, que passou de R$ 9,00 para R$ 9,50, o que representa um potencial de valorização de cerca de 60% ante o fechamento da última segunda-feira (21), de R$ 5,95.
O banco manteve a recomendação outperform (desempenho acima da média) para a empresa, e justificou o otimismo com base na constante melhoria das operações no Brasil, incluindo expectativa de margens mais saudáveis, aumento na geração de caixa e redução nas concessões para o Pro Soluto. Além disso, destacou a diminuição das incertezas sobre a Resia, unidade norte-americana da MRV, após a apresentação do plano de desinvestimentos da companhia.
“Acreditamos que a remoção das incertezas relacionadas às perdas da Resia e o forte desconto em relação ao valor patrimonial justifiquem uma assimetria positiva para as ações”, escreveram os analistas Fanny Oreng e Matheus Meloni no documento.
Santander projeta futuro do MRVE3
A Resia deverá gerar um impacto negativo de US$ 170 milhões nos resultados da MRV (MRVE3) em 2025, devido à venda de terrenos e projetos legados — sistemas mais antigos ainda utilizados mesmo com alternativas modernas disponíveis —, conforme informações divulgadas pela companhia no último dia 11 de julho.
Segundo o CFO da companhia, Ricardo Paixão, a expectativa é gerar US$ 493 milhões em caixa e reduzir a dívida líquida da operação norte-americana em quase 43%. “Foi uma escolha pragmática. A gente preferiu arrancar o band-aid de uma vez só. Vamos reconhecer todo o impacto agora no segundo trimestre, gerar caixa e evitar surpresas para frente” afirma Paixão.
Com isso, o Santander estima um retorno ao lucro em 2026, com ganhos de US$ 3 milhões e margem bruta de 29,3%, impulsionado pelo desinvestimento no projeto Golden Glades no próximo ano.
XP analisa 2T25
A XP Investimentos também reforçou a recomendação de compra para MRVE3, após os resultados operacionais do segundo trimestre de 2025 (2T25), que indicam recuperação do trimestre anterior (1T25).
Entre abril e junho, a MRV registrou R$ 2,4 bilhões em vendas líquidas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2024. Os lançamentos somaram R$ 2,6 bilhões, avanço de 13% na comparação anual e de 12% em relação ao 1T25.
Para a XP, o destaque foi a margem bruta ajustada, que atingiu 27,4%, superando a projeção da corretora, de 26,5%, e refletindo a eficiência e a rentabilidade da companhia, mesmo diante de um cenário competitivo.
Os analistas também apontaram para as vendas impactadas pelo programa do Governo Federal, Minha Casa, Minha Vida, que respondeu por 85% do total. O número de unidades vendidas subiu para 9.954, frente às 9.413 do trimestre anterior, enquanto os lançamentos passaram de 9.747 para 10.799 unidades.
“Seguimos construtivos com o case, dado o processo contínuo de recuperação de margens e a geração de caixa consistente nas operações core”, escreveram os especialistas em documento.






